sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
a única democracia no médio oriente
Como se diz apartheid em hebraico?
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
pode ser impressão minha
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quando algo se torna obsoleto
Não, este não é mais elogio ao Zapater.
Aqui há tempos o João falou aqui dum modelo de negócio obsoleto, e da forma como essa indústria tenta travar aquilo que é uma evolução natural dum mundo em rede.
Também temos assistido a imenso ruído acerca dos colégios privados, sendo esse também outro negócio que já fez mais sentido no passado.
Mas vamos a coisas mais interessantes:
Hidden Fractals Suggest Answer to Ancient Math Problem
(...) Since the 18th century, generations of mathematicians have tried to find a way of predicting large partition numbers. Srinivasa Ramanujan, a self-taught prodigy from a remote Indian village, found a way to approximate partition numbers in 1919. Yet before he could expand on the work, and convert it to a clean equation, he died in 1920 at the age of 32. Mathematicians ever since have puzzled over Ramanujan’s manuscripts, which tie the primes 5, 7 and 11 to partition numbers.
(...) The combined research doesn’t quite reveal a mathematical representation of the universe’s structure, Ono said, but it does kill partition numbers as a way to encrypt computer data.
“Nobody’s ever going to do that now, since we now know partition numbers aren’t random,” Ono said. “They’re completely predictable and we should no longer pretend they’re mysterious.”
Quem trabalha em encriptação acaba de perder uma ferramenta importante, porque simplesmente o mundo evoluiu. Deu-se um passo em frente no conhecimento, que começa por parecer meramente académico mas brevemente, e sem que ninguém dê conta, vai ter um impacto nas nossas vidas.
Obviamente, há várias formas de encriptar dados, a indústria informática não vai colapsar por causa disto e decerto as empresas envolvidas vão contornar a questão, arranjar novas soluções e gerar mais conhecimento. A necessidade aguça o engenho e o mundo continua a evoluir.
Resta saber quando é que as ACAPORs e os gigantes discográficos deste mundo vão perceber que a "pirataria" não tem travão - e que quem vendia bootlegs na feira também já não faz dinheiro com isso.
Resta saber quando é que os donos dos colégios vão perceber que não podem exigir subsídios com um liceu ao lado - e tanta falta fazem creches neste momento...
E acima de tudo, resta saber quando é que o Sporting deixa de ir buscar gajos como o Maniche para encostar gajos como o Zapater - e os cofres do clube ficavam mais aliviados.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
AAUAv: tomada de posse IV
AAUAv: tomada de posse II
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
depressões para todos os gostos
Novamente, a comunicação social é um contra-poder. Temos um contrapoder de merda, logo temos um poder de merda.
com dedicatória
Governo corta indemnizações de 30 para 20 dias
Salários podem cair por causa das novas regras das indemnizações
Esta é dedicada a quem reelegeu o Sócrates, que faz estas merdas, e o Cavaco, que lhe dá cobertura.
Esta é dedicada a todos os acéfalos que embarcam na conversa de que a culpa é sempre de quem trabalha, e não de quem dirige as empresas - a esses não faltará nunca um puto carrão e um salário 40 vezes superior ao dos empregados.
Esta é dedicada a esses acéfalos que cavam a sua própria sepultura alegremente, até se acabar a mama porca: vão ficar sem reforma. Pelas suas opções e em dobro, porque os descontos que fizeram deixarão de contar, e porque malta como eu vai trabalhar para fora e não vai ficar aqui a sustentar quem nos arruinou a vida.
A solidariedade é muito bonita mas certas coisas são imperdoáveis. Se a minha geração tiver um mínimo de auto-respeito, salta do barco e deixa-o afundar. Eu, pelo menos, estou farto de ser prejudicado por um bando de imbecis que vota com os pés, tem a memória dum peixe-dourado e a espinha duma lesma.
Fodei-vos! E o Cavaco não é o meu presidente.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
AGA final
Só para informar que, em claro desrespeito pelos pedidos de várias famílias, não estou presente na AGA para a habitual cobertura em directo.
Porquê?
Porque tenho uma vida e o Zapater foi uma das melhores contratações esta temporada.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
leitura para o dia de reflexão
(...) [O]s jovens são, hoje, minoritários – apenas um europeu em cada cinco tem menos de 20 anos – e estão longe da massa crítica necessária para conseguirem fazer pender para o seu lado a escolha política.
Os líderes europeus parecem estar muito conscientes da situação, e a sua atitude perante os jovens que se manifesta, entre outras coisas, pelos cortes sistemáticos nos orçamentos da educação e da investigação, testemunha a importância que lhes atribuem. Mas se há uma lição, entre tantas outras, que podemos tirar da “Revolução do Jasmim”, é que à força de tanto se oprimir a juventude, um dia, mais cedo ou mais tarde, ela rebenta-nos na cara.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
portugal tecnológico
- Tem cartão Minipreço?
- Tenho mas não é daqui, é de Gaia...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
AAUAv precisa de amigos
A publicação de convocatórias para actos oficiais duma instituição - entre assembleias e debates eleitorais - através do facebook tem muito que se lhe diga. Sobretudo quando a divulgação que mais faz sentido, via correio electrónico e afixação em papel no campus, surge mais tarde ou não surge de todo. O uso das redes sociais deve ser, no máximo, complementar. Efectivamente, durante um intervalo de tempo considerável, a convocatória destina-se exclusivamente aos 4900 (descontando organizações) utilizadores "amigos" da AAUAv.
Prestes a terminar o mandato, a Mesa da Assembleia-Geral volta a dar um ar da sua graça, para nos lembrar dessa desgraça.
Isto tem um nome: analfabetismo político.
A propósito, eu estou a par da dificuldade inerente a este género de divulgação pelos meios tradicionais, mas quem ocupa estes lugares deve estar preparado para lidar com isso.
e por falar em tunísia
Lendo relatos como estes, com barricadas de populares nas ruas, polícia política a atacar a população, exército aliado à população, ditador corrido do país... lembra-me algo... algo que foi deixado a meio...
Que 2011 seja o ano da gente consequente, a começar para os bravos cartagenos.
um presidencial erro de casting
Presidente felicitou homólogo tunisino Ben Ali pela sua reeleição
O Presidente da República enviou uma mensagem de felicitações ao Presidente da República da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, pela sua reeleição para o cargo.
É o seguinte o teor da mensagem de felicitações do Presidente Aníbal Cavaco Silva:
"Senhor Presidente
Tendo tomado conhecimento da expressiva reeleição de Vossa Excelência como Presidente da República da Tunísia, quero endereçar-lhe, em nome do Povo português e no meu próprio, sinceras felicitações e votos de sucesso.
Estou seguro de que, no exercício do novo mandato de Vossa Excelência, encontraremos renovadas oportunidades para aprofundar os laços de amizade e de cooperação que unem os nossos dois países, em benefício dos nossos Povos.
Reiterando-lhe as minhas sinceras felicitações, peço-lhe que aceite, Senhor Presidente, os protestos da minha mais elevada consideração e estima pessoal.
Aníbal Cavaco Silva"
disponível na página da Presidência da República
Numa altura em que o mundo tem os olhos postos na Tunísia, serve este lembrete para percebermos a visão de Cavaco. Acéfala e acrítica, como de resto nos tem habituado. Muitos silêncios e ponderações, nenhuma tomada de posição. Nem quando ouviu desaforo dum homólogo ao seu lado, à distância duma chapada.
A todos aqueles que não acreditam que o seu voto faça diferença, deixo o meu apelo: se não for por mais razão nenhuma, façam-me o favor e votem noutro gajo qualquer! Não fiz nada para merecer mais 5 anos disto.
domingo, 16 de janeiro de 2011
nivelar por baixo
Cavaco Silva esclareceu hoje que admitiu que possa ter havido "alguma injustiça" nos cortes salariais na função pública porque "largos milhares de portugueses" do setor privado ficaram de fora dessa tributação.
Para quem ainda não percebeu, Cavaco vive num mundo em que todos devem ser pobres e beneficiários de caridade de cariz religioso. Excepto os cromos da sua confiança, claro, e falar nisso aqui é chover no molhado...
sábado, 15 de janeiro de 2011
depressing little treasure
A notícia começou por correr nas redes sociais e foi ontem confirmada ao Diário As Beiras por José Malta, cunhado de Renato Seabra. Renato foi escolhido para ser mandatário da juventude em Cantanhede durante a campanha presidencial de Cavaco Silva.
Aliás, de acordo com a edição de ontem do semanário Sol, Carlos Castro e Renato Seabra teriam viagem marcada para o dia 15 de Janeiro, para que o jovem modelo regressasse a tempo de cumprir as suas obrigações na campanha presidencial.
Contactado pelo Diário As Beiras, o mandatário distrital de Coimbra disse não ter conhecimento do caso. No entanto, Luís Viegas informou que essa decisão poderá ter partido – como geralmente acontece – da estrutura local. "Tal não inviabiliza que em Cantanhede escolhessem quem pudesse trabalhar a campanha do professor Cavaco Silva", disse Luís Viegas.
De acordo com o familiar, Renato chegou a participar no jantar de jovens apoiantes de Cavaco, que decorreu a 20 de Dezembro, no Museu da Electricidade.
Diabo do miúdo, foi destruir a sua vida ainda tão jovem. E além está acusado de homicídio. Ele há coisas...
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
macabras contas de merceeiro
Greece joins Italy's war damages claim against Germany
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
curtas do mundo do silício
Backup and format.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
ignorance is bliss
Os reitores das niversidades anunciaram que os antigos licenciados pré-Bolonha, com cursos de 4/5 anos, vão poder obter o grau de mestre de forma expedita.
Assim sendo, vão também os antigos mestres poder obter o grau de doutoramento de forma igualmente expedita? E os antigos doutores, vão poder adquirir que grau?!
Mais um que se dá com pessoas detentoras de elevado grau académico, mas desconhece todo o conceito de um plano de estudos. Ou a actual definição de mestrado, versão Bolonha. Ou lógica elementar.
Nota: apresento as minhas desculpas ao josé afonso por lhe conspurcar o ecrã com diatribes do avô cantigas.
mais um prego no caixão
Os novos preços dos serviços das Autoridades de Saúde Pública foram publicados em Diário da República. Muitos serviços tinham um valor simbólico. Agora passam a custar dezenas ou centenas de euros.
Até agora as juntas médicas especiais ou atestados passados por uma Autoridade de Saúde Pública custavam menos de um euro. Mais precisamente, 90 cêntimos.
Os novos preços chegam aos 20 euros, caso dos atestados médicos, e aos 50 euros nas juntas médicas.
Estas juntas servem por exemplo para atestar uma incapacidade ou deficiência. Servem sobretudo para obter isenções ou beneficios fiscais, mas também para ter apoios no pagamento da renda ou outros beneficios como o dístico de estacionamento para deficientes.
Conhecendo o vício nativo de que o que não está legislado não existe, fica claro que agora é preciso pagar para ser deficiente.
crianças de aviário
Esta chamada de atenção nem é tanto pela estimativa dos quatro quilos. Cada um faça as contas que quiser, mas eu não me esqueço que a ministra da Saúde já sugeriu à malta que aposte na sopinha com couve do quintal, que o carganhol vai escassear (ela não referiu a escassez de carganhol, mas a mensagem subjacente é óbvia - deslize freudiano?).
Esta chamada de atenção é para todos aqueles que praticaram desporto escolar (ou federado nas camadas jovens, como boa parte dos autores desta tasca) e que são hoje capazes de reflectir na importância que isto teve no seu desenvolvimento enquanto pessoas e na contribuição que isso deu aos seus valores, ao seu espírito de sacrifício e capacidade de entreajuda. O desporto escolar serve para muito mais que controlar a obesidade (gritar "menos bolachas!" também resulta) e encará-lo como tal já é redutor. Mas acabar com o desporto escolar sob a desculpa de contenção de custos é completamente inaceitável.
Este é o género de austeritarismo que nos vai afundar, bem fundo, e que devemos denunciar como um ataque perverso à essência duma sociedade como aquela em que crescemos e que fez de nós quem somos, apesar de todas as suas falhas. É um modo de vida que está em jogo.
E agora mudando completamente de tópico, há eleições presidenciais dia 23 de Janeiro.
ACAPOR
Prezados Causianos,
Neste início de década fomos presenteados com uma acção judicial entreposta pela ACAPOR, essa associação que representa um sector de actividade obsoleto cuja existência há já algum tempo deixou de fazer sentido, ou seja, os clubes de vídeo. É o estrebuchar do morto, ou como já ouvi alguém dizer, é “a revolta dos amoladores”.
Como saberão esta associação denunciou recentemente 1000 IPs ao MP, que terão sido “apanhados” a partilhar ficheiros relativos a obras cinematográfica das quais os representados da ACAPOR detêm os direitos de distribuição e/ou aluguer em Portugal.
Não obstante o conceito de propriedade intelectual não ter razão de ser nos dias que correm, do meu ponto de vista e do de muito boa gente, já que constitui uma forma de “castração” (termo na ordem do dia) social e cultural que apenas permite o acesso a estes conteúdos a quem detenha poder pecuniário, sendo por isso um conceito antidemocrático, a verdade é que os gajos da ACAPOR parecem ter a lei do lado deles e nem a obtenção dos IPs como meio de prova aparenta ser problemática, ao contrário do que já tenho lido por aí, senão vejamos: Os IPs “apanhados” terão sido obtidos através do protocolo P2P, utilizado por programas de descarga de torrents como o BitComet ou o Utorrent. O P2P consiste numa ligação directa entre dois utilizadores que partilham o mesmo ficheiro e que trocam pacotes contendo partes do mesmo. Apesar de o tráfego estar encriptado, é possível às associações anti-P2P listarem os IPs da malta que está a partilhar o ficheiro pirata fazendo-se passar por um utilizador normal. Será isto legal? Parece que sim, até porque no fundo são os utilizadores pouco precavidos que se conectam a estas entidades, não sendo por isso uma questão equiparável às escutas telefónicas ou à violação de correspondência. É no fundo como se os prevaricadores escrevessem uma carta registada a confessar o crime…
No entanto há algumas questões que não me parecem totalmente claras. Em primeiro lugar como é que o MP vai identificar os utilizadores dos IPs? Os ISPs não divulgam esta informação a não ser que sejam forçados a tal, já que ninguém precisa de fibra óptica se não for para fazer downloads. Por outro lado como é que se identifica o autor do crime de entre os utilizadores da rede? A malta não percebe nada de informática nem de redes e usa a chave de rede de fábrica, que pelos vistos é possível calcular a partir do nome da rede, já que os algoritmos andam por aí na internet. Por exemplo no meu caso de certeza que quem fez os downloads foi o vizinho que anda a “chupar” rede, o malandro, já que cá em casa ninguém saca filmes pirateados… Outra questão se levanta ainda, se foi a ACAPOR a autora da listagem e se partilhou ficheiros ilegais, não terá cometido uma ilegalidade? É certo que representa empresas que adquiriram os direitos sobre os conteúdos em causa, mas será que a ACAPOR em si terá autorização para os partilhar?
Como nos podemos defender?
Há uns programas engraçados que filtram ao IPs referenciados como anti-P2P, o Peerblock e o Peerguardian, que no fundo são versões diferentes do mesmo programa e que carregam um conjunto de listas contendo os IPs não desejados e que podem ser descarregadas no site do programa. Desta forma qualquer tentativa de ligação de e para estes IPs é bloqueada pelo programa. O problema é que não é certo que alguma das listas contenha IPs referentes a Portugal, nomeadamente à ACAPOR.
É possível filtrar um determinado IP através de uma ferramenta do Windows, o IPsec, que não é muito fácil de usar, eu pelo menos demorei algum tempo a conseguir perceber a lógica da coisa. Por outro lado não sabemos muito bem que IP bloquear, já que desconhecemos a partir de onde é que a tal “lista negra”, contendo os mil IPs, foi obtida. Os IPs dos sites da ACAPOR, o antigo e o novo, são os seguintes : 195.22.8.66 e 62.193.192.97 , mas como disse não há garantias que sejam estes os tais que queremos bloquear, até porque os sites poderão estar alojados nalgum servidor que nada tenha que ver com a ACAPOR... Em todo o caso vale a pena bloqueá-lo no Peerblock criando para o efeito uma lista contendo apenas este IP e adicionando-a ao “List Manager”. Para facilitar a coisa disponibilizo aqui uma já feita e que basta abrir com o programa.
Talvez dentro em breve, ou então não tão brevemente quanto isso, quando o processo judicial tiver mais desenvolvimentos, se venha a saber a partir de que endereço físico são obtidas as informações sobre os utilizadores de programas P2P. Até lá os tipos da operação Payback em vez de andarem a brincar ao “manda o site da ACAPOR abaixo” deveriam utilizar os seus dotes para obter estas informações e desenvolver uma protecção eficaz.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
inquérito
Dois terços dos votantes declararam desconhecer o sujeito no centro da dita polémica, tornando a questão irrelevante.
Pois bem: em vez de devolver o sujeito à irrelevância, vamos tornar isto mais divertido! Tipo caça ao tesouro! Trolling de investigação!
Nova pergunta: WTF is MarceloG?
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
ela bem tentou, mas o chico não deixou
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que o Cavaco Silva fez maroscas no BPN.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes criticasse a gestão da Caixa Geral de Depósitos.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que quer o BPN na falência só porque sim.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que a sua candidatura não passa de uma prova de vida do PCP.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que o PCP queria um orçamento de duodécimos.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que Cuba abandonou o socialismo.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que anda nisto só para brincar e depois vota no Manuel Alegre.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que anda nisto só para brincar e o Cavaco Silva ganha logo à primeira.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que quer as empresas de electricidade nacionalizadas.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que o sector produtivo devia ser todo nacionalizado.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que quer Portugal fora da União Europeia.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que quer Portugal fora do Euro (€).
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que quer voltar ao Escudo.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que está em rodagem para ser Secretário-Geral do PCP.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que é tradição do PCP candidatar a Presidente da República o futuro Secretário-Geral, contando apenas um intervalo temporal específico que prove esta premissa.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes dissesse que é um duro do PCP.
... a esposa do Fernando Seara tentou, mas não conseguiu que o Francisco Lopes validasse todos os preconceitos que ela própria e a generalidade da comunicação social alimentam em relação ao PCP.
E se me refiro a ela como esposa do Fernando Seara, é porque o tenho a ele em melhor conta. Nem nos programas de comentário da bola, defendendo o seu benfica, conseguia expressar tamanha parcialidade como mostrou a sua esposa nesta entrevista (e em muitas mais, de resto).
Claro que é fácil embarcar nestes preconceitos, mas é bem mais esclarecedor ouvir o que o Francisco Lopes e o PCP defendem de facto. Até agora, são os únicos que mostram ter cabeça e vontade para discutir os verdadeiros problemas deste lugar à beira-mar plantado e muito mal frequentado. Tudo o resto é muito circo e um gigantesco salto para o abismo.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
cavacada
No entanto, a presente polémica em torno das acções da SLN pode permitir-lhe recuperar o dito voto católico.
Resumindo: foi o milagre da multiplicação.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
as normas europeias têm as costas largas
O governo tem procurado esconder a verdadeira situação do desemprego em Portugal (Sócrates, na sua mensagem de Natal, não fala uma única vez do desemprego) tentando fazer passar a mensagem junto da opinião pública que se está mesmo a verificar uma tendência quebra. E isto apesar do INE ter divulgado, no 3º Trim.2010, que o desemprego oficial atingiu 609,4 mil, e o desemprego efectivo, calculado também com dados do INE, alcançou 761,5 mil portugueses. Para anular os efeitos destes números, o governo tem utilizado o desemprego registado divulgado mensalmente pelo IEFP. O Secretário Estado do Emprego manifestou mesmo “satisfação” com este em declarações à Lusa, em 17.12.2010. Por isso, interessa explicar quem é abrangido e como são construídos os dados que o governo utiliza depois na suas declarações.
(...) Para concluir basta fazer as seguintes contas: Segundo o IEFP, no dia 1 de Jan-2010 existiam inscritos nos Centros de Emprego 524.674 desempregados. Entre 1 de Jan.2010 e 30 de Nov-2010 inscreveram nos Centros de Emprego 631.972 novos desempregados e, durante o mesmo período, os Centros de Emprego arranjaram trabalho só para 65.828. Logo somando 524.674 (número existentes em 1.1.2010) a 631.972 (novos desempregados que se inscreveram) e subtraindo 65.828 (número de desempregados que os Centros arranjaram trabalho) obtém-se 1.090.818. Era este o número de desempregados inscritos que devia existir em 30.11.2010. No entanto, o IEFP divulgou que nessa data só existiam inscritos nos Centros de Emprego 546.926. Consequentemente desapareceram dos ficheiros dos Centros de Emprego, entre 1 Jan-2010 e 30 Nov-2010, 543.892 desempregados. O IEFP fez esta limpeza sem divulgar no boletim que publica mensalmente as razões dessa eliminação, o que levanta naturalmente sérias dúvidas sobre a credibilidade dos números do desemprego registado que divulga mensalmente utilizados depois pelo governo.
Este é o resumo de um estudo do economista Eugénio Rosa, publicado no 5dias (carregados meus).
Isto mostra bem o nível de desrespeito que ensombra este país de merda, mas pronto, há sempre o INE e é impossível fugir aos números.
Ou era...
Estatísticas do emprego deixam de ser directamente comparáveis com os dados existentes
O INE está a introduzir alterações no método de recolha de informação para as estatísticas do emprego, que passará a ser feita por telefone, inviabilizando comparações directas com as estatísticas anteriores, num momento em que o desemprego regista um pico histórico no país e em que se perspectiva que continue a aumentar.
(...) Estas alterações implicam aquilo que tecnicamente se designa por “quebra de série”, devido precisamente a os novos dados não terem as mesmas características de recolha dos anteriores e por isso não serem directamente comparáveis com eles.
O INE explica que o novo método “exigiu a introdução de alterações no questionário do Inquérito ao Emprego”, a partir do qual divulga trimestralmente dados relativos ao desemprego no país e a outros aspectos do mercado de trabalho. Para além das adaptações decorrentes da inquirição por telefone, o INE procedeu também à “racionalização do conteúdo” do questionário e à “adopção integral das orientações entretanto emanadas nos Regulamentos Comunitários para o Labour Force Survey”.
Não questionando a validade estatística do novo método, arrisco armar-me em Zandinga e diria que lá para Abril/Maio vamos ter uma diminuição dos números de desemprego apurados pelo próprio INE e veremos pela primeira vez o primeiro-ministro, com pompa e circunstância, referir-se a essa diminuição, em vez de se referir aos números do IEFP, como vem sendo habitual. Apesar de não serem comparáveis.
E a malta leva no cu e parece gostar.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
propaganda acéfala
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
disclaimer: eu não escrevo para o público*
Vi parte do debate entre Francisco Lopes e Cavaco Silva. Abstendo-me para já de comentar a substância, realço apenas esta pérola do último parágrafo da notícia:
Já sobre o seu mandato presidencial, Lopes criticou Cavaco por este criticar os que criticaram os mercados.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
inquérito
Et bien, eis os resultados do inquérito onde perguntámos "O que é a AAUAv?"
tratadores de morcegos: 35%
Associação Académica: 21%
poleiro de jotinhas: 14%
donos de um bar: 14%
O número total de votantes ascendeu a 28, o que corresponde a mais votos do que os obtidos por cada uma das listas no Departamento de Matemática. Corresponde ainda a mais votos do que os obtidos pela lista G nos Departamentos de Geociências, de Cerâmica, de Ambiente e na ESAN.
Mais: no Departamento de Cerâmica a lista G obteve tantos votos quantos os leitores que se deram ao trabalho de escolher a opção "tratadores de morcegos". E na ESAN tiveram menos dois votos ainda. Isto mostra bem que o público desta tasca não é numeroso, e mesmo assim apresenta indicadores comparáveis a movimentos pensantes.
Novo inquérito: O Simões deve pagar um café ao MarceloG?
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
ERASMUS buddy
Encontram-se abertas as inscrições para Erasmus Buddy até ao próximo dia 8 de Janeiro. O Erasmus Buddy é um aluno da UA que funciona como o contacto por excelência com os alunos internacionais que pretendem estudar na UA, mesmo antes de aqui chegarem. Se gosta de conviver e fazer novos amigos, agarre esta oportunidade! Inscreva-se junto da Erasmus Network Student (ESN) da UA.
É preencher isto.
como detectar alguém que não percebeu o que lhe disseram.
O pasquim SOL, criado para fazer concorrência ao Expresso, brinda-nos com uma peça cuja linguagem pretende fazer concorrência à do i, mas que se constitui como concorrência ao Inimigo Público. Transcrevo na íntegra:
Os buracos negros pressentem o perigo
Estudos recentes pareciam indicar que os buracos negros podiam ser destruídos por uma bala certeira, agora, uma equipa do Instituto Superior Técnico vem demonstrar que essa conjectura está errada, os buracos negros pressentem o perigo, encolhem-se e desviam-se da morte.
Há um ano, dois investigadores mostraram que aparentemente os buracos negros poderiam ser destruídos com uma bala certeira dirigida ao seu coração.
Esta conjectura vem agora ser contestada por três investigadores do Técnico, que avançam que os buracos negros conseguem salvar-se, desviando-se da bala. Defendem que as estruturas 'sustêm a respiração' e que a bala passa à tangente sem os atingir.
A astronomia recolheu uma grande quantidade de dados que mostram que o universo é habitado por muitos destes buracos, que são responsáveis por uma grande variedade de fenómenos astrofísicos. Os cientistas consideram-nos como peças básicas do nosso universo.
Não vos parece que se perdeu algo na tradução?
Seria de todo necessária, essa tradução?
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
AAUAv: eleições XI
Confesso que fiquei agradavelmente surpreendido pela mobilização e participação que os alunos da UA demonstraram nestas eleições. Por muito que a discussão, quando ocorreu, tenha sido superficial, é bom ver que há mais pessoas a prestar atenção e a tomar parte num processo que pode deixar uma Academia orgulhosa (não que este seja um caso exemplar).
O resultado foi inesperado, por tão dilatado, e pode ser atribuído em parte ao mérito da Direcção incumbente e noutra parte à incrível inépcia demonstrada pela oposição. E isso é particularmente inglória para todos aqueles que se envolveram por convicção nesse projecto e ficaram à mercê das gaffes de um grupo de estudantes cujas motivações continuam ensombradas por um par de factores que aqui analisarei num futuro próximo.
A oposição deve aprender uma lição deste processo, e esperemos que daí surja uma postura atenta e construtiva. E que essa postura tenha visibilidade também noutros momentos que não o período pré-eleitoral.
A lista Q, que não fez um trabalho nada mau até este ponto, tem agora uma responsabilidade acrescida. Mereceu um voto de confiança pelo trabalho levado a cabo até agora, mas uma coisa é certa: ao longo do ano e nas próximas eleições, os estudantes da UA vão cobrar as promessas feitas e vão exigir um bom trabalho. Não há nenhuma razão para que isso não se verifique, uma vez que se trata dum grupo coeso e capaz. Mas acima de tudo espero ver humildade e vontade de incluir efectivamente toda a comunidade académica nas actividades da AAUAv e nas discussões importantes que a todos dizem respeito.
Quem tiver algo a dizer, que o diga. Com sorte, todos sairemos do processo mais crescidos. Bom trabalho a todos.
Encontramo-nos na próxima AGA.
AAUAv: eleições X
Um pequeno conjunto de citações que marcaram este período eleitoral, captadas por este vosso criado:
- Só vos peço uma coisa: deixem de fazer coisas "por mim". Deixem estar, que eu faço.
proeminente colega, à porta da cantina do Crasto
- Alguém modere o moderador!
blogger "acreditado", na plateia do debate
- Se vocês chamam a isto "festa", [empunhando um manifesto] então isto é a nossa festa!
Tiago Alves, presidente da Direcção incumbente, durante o debate
- ... vamos propor que cada núcleo organize um encontro nacional de estudantes de qualquer coisa.
Telmo Gomes, candidato a presidente da Direcção pela lista G, durante o debate
Como deve calcular não vou entrar em confronto de ideias
MarceloG, candidato a vice-presidente adjunto pela lista G, em caixa de comentários desta tasca
Assim, a lista G, reconhecendo o seu erro e assumindo a total responsabilidade vem por esta forma, pedir DESCULPAS a todos os estudantes da UA e à instituição AAUAv, de ressalvar que nunca foi nossa intenção qualquer uso abusivo da imagem desta casa bem como induzir os alunos em erro. Foi uma falha da qual não demos conta.
Edgar Duarte, representante na Comissão Eleitoral da Lista G, To: "ALUNOS / Lista Geral da UA"
[silêncio ensurdecedor]
Negesse Pina, ex-presidente da Direcção da AAUAv (mandato de 2009)
Gosto!
conjunto de pessoas que já não deve gostar assim tanto, algures na web
a histórica aliança polaco-nigeriana
John Abraham Godson, a Polish citizen born and raised in Nigeria, has been sworn in as the first black member of Poland's parliament.
Mr Godson had served as a councillor in the city of Lodz before taking up a parliamentary seat, vacated by a party colleague after local elections.
O significado desta notícia é enorme, embora possa passar despercebido ao comum dos mortais. Por um lado, é mais uma barreira derrubada. Por outro, não é a primeira vez que um nigeriano tem sucesso na Polónia. E é aqui que separamos os homens dos meninos: quem se lembra de ver o Olisadebe jogar?
Aproveito para acrescentar que esta notícia me diz mais, como o dirá porventura a alguns amigos, pelo facto de o homem viver em Łódź, cidade agitada onde tenho bons amigos e da qual guardo belas memórias. E corre o boato que vou lá passar o meu próximo aniversário...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
AAUAv: eleições IX
Dito isto, o resultado: coça velha.
Lista Q: 68%
Lista G: 32%
Deixo aqui a ligação aos resultados por departamento, para quem estiver curioso. Tem lá números interessantes.
Piadinha da noite:
... no DEGEI.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
ESCANDALEIRA: adolescente fuma droga
Até há pouco tempo Miley era a estrela de uma série para crianças, esses tempos mudaram e agora a cantora está frequentemente envolvida em escândalos. Desta vez, foi apanhada a fumar um cachimbo de água com salvia, uma erva alucinogénica ilegal na Califórnia.
Será que o escriba que pariu esta peça conhece o estatuto da salvia por estas bandas? E será que esteve em coma na sua própria adolescência?
AAUAv: eleições VIII
E lembrem-se: se virem os caciques locais a preparar alguma, sigam-nos em magote. Já vai sendo altura desta Academia mostrar algum civismo em actos eleitorais.
Um bem-haja para todos os que ainda têm paciência para ler sobre este assunto.
domingo, 12 de dezembro de 2010
AAUAv: eleições VII
Semanas académicas
Integra-te
Pela dimensão e ambição a integração dos novos estudantes é um projecto fulcral, contudo não nos esquecemos que como Associação maioritariamente sustentada por fundos Governamentais não devemos sustentar excessos em actividades recreativas. É nosso compromisso repensar o modelo funcional, rentabiliza-lo.
Fundos estatais, vá. Fundos governamentais, estamos a resvalar para uma onda Edite Estrela, e ninguém quer isso.
Esta tomada de posição não deixa de ser curiosa, sobretudo tendo em conta as propostas que encontramos mais abaixo.
Entendemos ser nosso dever garantir que todas as noites do integra-te os alunos de Águeda e Oliveira de Azeméis tem transporte gratuito para o recinto.
Organizar arraiais de curso, para além dos famosos arraiais académicos, de forma a ajudar e incentivar os núcleos a obterem receitas próprias;
A leviandade com que encaram estas coisas só indica que não lhes deve ser confiado o livro de cheques.
AAUAv: eleições VI
O manifesto da lista G é um tesourinho deprimente do início ao fim.
Escutas que observam, mecanismos que agem. "[C]onstrução de políticas predominantemente educativas". "[C]riação, quer de uma bolsa de voluntariado, quer de colaboradores". "[R]ole de actividades".
Um fulano das políticas encarregue de administração e um fulano de administração encarregue das políticas. Pessoas que desconhecem o conceito de mestrado de continuidade científica e se propõem lidar com política educativa. Pessoas que confundem os Estatutos da UA com o seu Regulamento de Estudos e se propõem intervir junto da instituição.
Pessoas que vêm flashmobs como cultura, o Teatro Aveirense como uma casa com boas práticas e querem ver núcleos a organizar "encontros nacionais de estudantes de qualquer coisa".
Chegamos a um ponto em que pensamos que já não pode piorar...
AAUAv: eleições V
O movimento, agora lista G, foca-se nas promessas feitas pela lista Q há um ano atrás e que ficaram por cumprir. A actual Direcção tem, obviamente, responsabilidades nesse campo. Mas há um aspecto interessante a considerar.
A lista Q ganhou as eleições enquanto oposição, após 6 mandatos de continuidade (pelo menos, oficialmente) e fez uma série de promessas demasiado ambiciosas. Não foram capazes de as cumprir. A inexperiência e o aparente descalabro financeiro da instituição terão contribuído fortemente para este incumprimento. Se nada tivessem feito de bom, ninguém lhes teria de dar uma "borla" nestas eleições. Mas fizeram algumas coisas boas.
A lista G apresenta-se agora como oposição, mas a sua situação actual difere do caso anterior. Alguns elementos destacados desta lista fizeram parte ou estiveram próximos da Direcção anterior. Não são tão inexperientes e têm (ou deviam ter) perfeita noção das limitações do exercício de cargo directivo na AAUAv.
Quando a lista G promete um toldo no BE, sabe perfeitamente que isso não é possível. Aliás, já foi tentado e não foi possível. Por uma razão muito simples: na UA, todos os edifícios são de autor. A parte chata dos edifícios de autor é que o autor raramente admite mudanças. Neste caso particular, o autor não vai admitir que o aspecto do edifício seja alterado por um toldo para fumadores.
A lista G promete algo que não pode ser cumprido. Não se pode falar disto como ambição. Ou sabem disto e estão a mentir deliberadamente, ou não sabem e são uns incapazes.
Mas não acaba por aqui...
AAUAv: eleições IV
Após uma espécie de pré-campanha fugaz, uma campanha animada e um debate engraçado, é altura de reflectir na forma como as pessoas se apresentaram perante a Academia.
Ao lançar um movimento antes das eleições, a alegada massa crítica pretendia ter uma imagem responsável e abnegada. No entanto, a intenção de condicionar o debate mesmo antes do período eleitoral era clara e foi aqui denunciada.
Não só esse movimento não apresentou ideias revolucionárias (sendo incerto que tenha apresentado ideias novas de todo), como também evitou comprometer-se com qualquer tomada de posição antes do período eleitoral. Tão pouco buscou contributos de terceiros (algures numa caixa de comentários desta tasca, o ideólogo de serviço dizia não querer entrar em confronto de ideias), donde se pode concluir que tudo não passou duma manobra de marketing.
Eu sei, não tenho qualquer respeito pelo marketing.
O movimento quis atacar a actual Direcção, focando-se nas promessas por cumprir. Refere então a promessa das AGA's bimensais. Essa promessa surgia, de facto, na propaganda da lista Q, mas na secção da Mesa da Assembleia-Geral, não da Direcção. É bem verdade que a promessa foi feita e não foi cumprida, mas isso será responsabilidade do presidente da Mesa eleito para o mandato de 2010, que se tornou num activo político tóxico logo durante a tomada de posse. Melhor teria feito a actual Direcção em demarcar-se da personagem.
Não deve o movimento acreditar que esse argumento é suficiente por si mesmo. Já explico porquê...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
AAUAv: debate XXVIII
Mais desenvolvimentos até ao dia de reflexão.
AAUAv: debate XXVII
[segue-se um pedido de defesa de honra, berraria e outras coisas]
Diz que foi uma boa sessão de esclarecimentos. Que não é tempo de voltar ao passado. Que é preciso ver as propostas de fundo e não propostas demagógicas. Mais disto e mais daquilo e mais de tudo um pouco. A proximidade reflectiu-se na campanha. Apela ao voto dos caros colegas, a bem da participação.
Aplausos de pé, curiosamente todos de verde.
Grito de guerra em flash mob. Parece que pegou.
AAUAv: debate XXVI
Aplausos de pé, curiosamente todos de amarelo.
Coisas do caralho - AAUAv - debate VII
AAUAv: debate XXV
Tiago Alves diz que sem dinheiro se fizeram muitas e diversas actividades, que a equipa chegará ao fim [nisto o moderador proíbe o diálogo e avisa que o tempo está a correr] apesar dos percalços, e que os estudantes de Erasmus serão apoiados, pois são importantes para a dinâmica da cidade. Plataforma de voluntários avança e está aberta a todos, fazendo uso do Estatuto de Voluntário para ser incluído no Suplemento ao Diploma.
Aplausos e mais aplausos, esgota-se o moderador, segue-se a argumentação final.
AAUAv: debate XXIV
Qual a posição relativamente à ESN?
Como angariar voluntários para as actividades da AAUAv?
AAUAv: debate XXII
Coisas do caralho - AAUAv - debate V
AAUAv: debate XXI
Vou à cigarrada.
AAUAv: debate XX
Seguiu-se uma lição de contas de mercearia. Fascinante.
AAUAv: debate XIX
AAUAv: debate XVII
Não deixa de ser trágico que se proponha a utilização dum sistema caro quando se fala de boa gestão. Mas, a avaliar pelas dicas na AGA, boa gestão não é com esta gente.
AAUAv: debate XVI
Agora é culpa da Direcção que o Diário de Aveiro, saco de pancada nesta fase, destaque o dito consumo desse líquido fabulástico. Nem todos têm um Rui Pedro Soares à sua disposição.
Coisas do caralho - AAUAv - debate IV
"é por esta e por outras que os estudantes universitários são conhecidos como:um bando de bêbados."
Coisas do caralho - AAUAv - debate III
AAUAv: debate XIV
Onde está esse aplaudómetro?! Até a camerawoman bate palmas!
AAUAv: debate XIII
Coisas do caralho - AAUAv - debate II
AAUAv: debate XII
Telmo Gomes quer criar uma base de dados de alojamento. Cagai no facto de que ela existe. Podia simplesmente propor a sua colocação online, mas não. Carrega Benfica.
O facebook está na berra por estas bandas. E as pirâmides também. Breve, temos de instalar um aplaudómetro.
E não se devia aplaudir o cabeçone.
AAUAv: debate XI
AAUAv: debate X
Coisas do caralho - AAUAv - debate I
AAUAv: debate IX
AAUAv: debate VII
Sai a primeira boa facada da noite.
AAUAv: debate VI
AAUAv: debate IV
AAUAv vive instabilidade financeira fruto do mandato de 2009.
Motivações da candidatura, balanço do mandato actual.
Denúncia de demagogia, discursos de rancor.
(Caro colega)
Mais aplausos.
AAUAv: debate III
Negação veemente do ressabiamento.
Acusação de traição.
Presença destina-se a criticar o que não foi feito.
Sucesso académico posto em causa, altruisticamente.
Relatório tem de estar correcto porque os funcionários são os mesmos.
Relatório foi apresentado em cima das eleições.
Assunção e solidariedade garantidas.
Mandato de 2009 já foi julgado em eleições.
Resumo das motivações.
Aplausos.
AAUAv: debate II
AAUAv: debate
Breves considerações:
- [pensamentos na prática]
- Desde quando o anfiteatro de Ambiente tem iluminação decente?
- Cadê a puta da alcatifa?
- Ao fundo vemos ainda uma tarja que diz: "SECA2tv TV OFICIAL DO EVENTO". Suck on that, TVI24!
- Enorme mobilização por um enorme vazio de ideias.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
AAUAv e a prática de pensar IX
Depois vai ser um forró quando passar à fase das propostas concretas. Ofereço, a quem comentar primeiro nesta posta, um rebuçado bola de neve por cada proposta deste ano igual à de um ano anterior. Dois se envolver um moliceiro e/ou o Solar Académico.
AAUAv e a prática de pensar VIII
Se tudo correr bem, a malta consegue sacar profilácticos, isqueiros, esferográficas e finos baratos para portadores de autocolantes em local visível.
Vai haver cores berrantes, pessoas berrantes, roupa suja, slogans de merda, roupa suja de merda (?), caciques exóticos e ainda - espero eu - um debate com transmissão online com caixa de comentários hilariantes.
No dia da eleição vai haver uma alternância entre marcação à zona e marcação homem-a-homem, boletins às cores num dia cinzento, gíria de criadores de gado e o próprio gado caloirino. A abstenção rondará os 80%.
Dentro das urnas, para além dos boletins mais ou menos preenchidos, serão encontrados 3 a 7 cartões de estudante, um cigarro e um boletim grafitado com suásticas (a menos que esse gajo tenha de facto acabado o curso, o que é ainda mais preocupante).
Não vos aquece o coração saber que deambulam numa academia como esta?
AAUAv e a prática de pensar VII
São dia 14, 3ª feira, última semana de aulas.
O calendário eleitoral está disponível aqui.
Não digam que não vos avisei.
inquérito
Novo inquérito: O que é a AAUAv?
Adenda: este inquérito destina-se, primordialmente, a perceber que importância atribuem os distintos leitores ao assunto mais abordado neste espaço nos últimos tempos.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
municipalizar o prejuízo
A Leirisport, empresa municipal que gere o Estádio de Leiria, ameaça penhorar os passes de jogadores da União de Leiria e pedir a insolvência da SAD se, num prazo de oito dias, não for paga a factura de utilização da infraestrutura.
“Desde o início da época desportiva, a UDL, SAD ainda não pagou um avo à Leirisport referente ao contrato” de utilização do estádio, acusa a empresa municipal em comunicado. A dívida ascende a 140 mil euros pela utilização do estádio e cerca de seis mil euros de catering.
Viva o Marrazes!
público fails again
Frango com arroz e muito molho acompanhado de uma cervejinha. Eis uma típica refeição portuguesa. Onde já imperou o bacalhau ou a feijoada, reina agora a carne e a gordura. Os hábitos alimentares dos portugueses têm vindo a piorar e, segundo o Instituto Nacional de Estatística, a tendência tem-se agravado nos últimos anos.
Aguarda-se a todo o momento a fantástica receita de feijoada sem carne ou gordura, possivelmente no P2 de amanhã.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
coisas do caralho* (em bom português)
- coisas do caralho
caralho
(origem controversa)s. m. 1.Cal. Pénis.interj. 2.Cal. Expressão designativa de admiração, surpresa, espanto, indignação, etc.Cal. como o caralho: De maneira intensa ou em grande número. = muitoBras. Cal. para ou pra caralho: O mesmo que como o caralho.
I - A palavra “caralho”, proferida por militar (Cabo da Guarda Nacional Republicana), na presença do seu Comandante, em desabafo, perante a recusa de alteração de turnos, não consubstancia a prática do crime de insubordinação por outras ofensas, previsto e punível pelo artigo 89º, n.º 2, alínea b), do Código de Justiça Militar.
II - Será menos própria numa relação hierárquica, mas está dentro daquilo que vulgarmente se designa por “linguagem de caserna”, tal como no desporto existe a de “balneário”, em que expressões consideradas ordinárias e desrespeitosas noutros contextos, porque trocadas num âmbito restrito (dentro das instalações da GNR) e inter pares (o arguido não estava a falar com um oficial, subalterno, superior ou general, mas com um 2º Sargento, com quem tinha uma especial relação de proximidade e camaradagem) e são sinal de mera virilidade verbal. Como em outros meios, a linguagem castrense utilizada pelos membros das Forças Armadas e afins, tem por vezes significado ou peso específico diverso do mero coloquial.
- Um pequeno passo para a Humanidade, um grande salto para o "Caralho".(bice-bersa)
sábado, 20 de novembro de 2010
AAUAv e a prática de pensar VI
As direcções das Associações de Estudantes e as direcções das Associações Académicas que não se associaram à Manifestação Nacional do Ensino Superior contra os cortes nas bolsas deviam ter vergonha!
Ler também isto.
Quero ver um par de bitaites antes de desenvolver a minha opinião sobre o assunto.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
um relógio parado dá horas certas duas vezes por dia
A manifestação do ensino superior público, para contestar os cortes na Ação Social Escolar e o aumento das propinas, entre outros, reuniu hoje entre seis mil e sete mil alunos de várias universidades do país, segundo a organização, e cerca de cinco mil, de acordo com a PSP.
Todos estamos habituados à guerra dos números de malta na rua, em todo o tipo de manifestações ou greves. Curiosamente os números da organização e da PSP estão particularmente próximos. Já a Agência LUSA é outra conversa...
Mais de 300 universitários manifestam-se em Lisboa
De facto, é verdade.
5000 > 300 = true
Continuem a minimizar e ignorar os sinais.
Depois queixem-se.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
and now for something really important
Haverá celebrações nos próximos dias, começando hoje com um pequeno Jantar do Bigode e culminará sábado com a interdição do Pedrógão a pessoas em condições de conduzir veículos motorizados.
O que aqui se escreve (para quem ainda não tenha percebido) é o que passa pela cabeça de cada autor e que este se digna partilhar. E tudo é relegado para segundo plano quando nos focamos naquilo que é realmente importante. A vida de cada um. Daí que espero que o pessoal tenha a decência de ir beber um copo com os amigos esta noite. Ou eventualmente responder às minhas provocações, para aqueles que não têm amigos.
Abraço, e À CAUSA!
AAUAv e a prática de pensar V
Diz o colega que o modelo dos núcleos faliu, que não lhe parece adequado à realidade socioeconómica, que deve ser mudado. Não conheço em pormenor a situação dos diversos núcleos de curso na UA, mas há aqui umas linhas programáticas a ter em conta.
Diz o colega que o modelo de mini-associações de estudantes por curso é inadequado, sugerindo de seguida que se tornem cumulativamente mini-GESPs por curso. Propõe-se abrir um debate estatutário?
Eis um vício bem velhinho, que é falar na forma funcional das coisas. Novamente, o problema é, acima de tudo, de falta de massa crítica, sobretudo numa altura em que, e como correctamente afirma o colega, a própria UA se reinventa. Temos representantes de estudantes no Conselho Geral, no Conselho Pedagógico, nos Conselhos de Departamentos e afins, e em números escassos; temos núcleos de curso, temos comissões de curso, temos (teremos?) Fórum Pedagógico Discente; temos AAUAv (excepto em alturas festivas) e temos oposição à AAUAv (de Novembro a Dezembro). Mas temos quem discuta os problemas com que nos deparamos, a todos estes níveis?
A actual Direcção conseguiu aproximar um pouco mais os estudantes da AAUAv, mas não conseguiu o essencial (e dificilmente o conseguirá por si só), que é partir dessa aproximação e gerar discussão e mobilização entre os estudantes. Acredito que isso possa ser conseguido se houver envolvimento e boa vontade de todos os representantes dos estudantes, mas o que vi na AGA, com a Direcção e membros do Conselho Pedagógico a trocarem galhardetes a respeito do regime de prescrições, leva-me a crer que essa boa vontade não existe.
Existirão decerto maneiras de contornar estes problemas conjunturais, até mesmo em definitivo. Contudo, para isso suceder, terá que surgir um grupo suficientemente confiante para criar as ferramentas certas e impulsionar o debate interno.
Para já, tendo em conta alguma pobreza argumentativa do colega e a falta de soluções apresentadas até agora, o movimento não me convence. Continuarei atento.
AAUAv e a prática de pensar IV
Já andava há uns tempos para analisar com calma a primeira prosa com que o movimento nos presenteou. Pretende ser um texto que nos leve a pensar.
Na prática, é um chorrilho de lugares comuns, contradições e frases demasiado longas. Suponho que o sotôr desconheça o verdadeiro papel de uma vírgula e de um ponto final. Se soubesse utilizar ambos nos momentos certos, a sua prosa seria mais legível. Mas adiante.
Vejamos, é verdade que como Instituição a Universidade é fundamental na formação de “elites”, sejam políticas, culturais ou intelectuais da nossa sociedade, estas aparecem fomentadas pela transmissão de conhecimentos, pela experimentação, pela simples admiração, pelo básico estudo ou ate pelo convívio com detentores de elevados títulos académicos (...)
Tenho de perguntar: conviver com detentores de elevados títulos académicos fomenta o aparecimento de elites formadas?
Eis uma generalização um bocado absurda. Conheço funcionários da Universidade com quem prefiro conviver em detrimento de detentores de elevados títulos académicos. Aprendo mais com eles e tudo. Aliás, o convívio com pessoas de todos os estratos é que nos pode enriquecer enquanto comunidade. O que se sugere aqui é precisamente essa característica tão tuga, a crença de que conviver com o senhor Doutor nos levará a uma vida melhor.
Genericamente e numa estranha relação proporcional inversa á medida que a população estudantil académica tem aumentado a participação e mobilização dos estudantes tem vindo a diminuir, está agora em escassas centenas.
Relação proporcional? Será semelhante às entradas e saídas na Função Pública? Ou inversamente proporcional a essa? Escassas centenas de quê? Centenas de participação? Centenas de mobilização?
Deixo uma sugestão: dizer as coisas de forma simples e directa. Pode ajudar a passar a mensagem, em vez de passar uma imagem de presunção.
Da parte de uma Associação Académica faltam espaços de discussão pública, de diálogo, de agregação de massas, falta mostrar a Casa, prestar contas…não chega dizer que se dissolve com os seus, é preciso agregar todos!
Por acaso, na altura de prestar contas na AGA, os membros da Direcção anterior que estavam presentes remeteram-se ao silêncio. Foi um bonito espectáculo. Basta que a actual Direcção responda pelos seus actos e escolhas em modo de serviços mínimos que já representa uma melhoria significativa.
O grande problema vai ser quando a AAUAv se dissolver com os seus. Não faço a puta da mínima ideia do que isso significa, logo temo pela nossa sorte.
Abordemos por fim as questões levantadas pelo colega, assim como a reportagem com que nos presenteou no final da sua posta:
Como se explica tal facto?
Esvaziou o balão contestatário?
Desligou-se a opinião pública?
Perdeu-se a massa crítica estudantil?
Infelizmente o nosso país tem uma escassa participação cívica e associativa.
Comparar a participação cívica hoje em dia com a Crise Académica é como comparar o Negesse com o Obama. Não faz muito sentido. Outra escala, outros problemas. Mas não deixa de ser interessante pensar no papel de Alberto Martins durante esses acontecimentos e verificar o seu contributo para uma sociedade com espírito crítico. Enquanto líder parlamentar do PS e enquanto Ministro da Justiça.
Actualmente, e como se consegue demonstrar sem grande esforço, não só a classe política é reles, o que contagia a vida partidária, castra o debate e envenena o associativismo, mas também a comunicação social vive acéfala e amestrada e não cumpre o seu papel de vigilância crítica dum regime democrático.
Acreditar que a falta de participação dos estudantes no associativismo é algo que se deve a, e pode ser resolvido por uma Direcção da AAUAv é, no mínimo, ingénuo. Ou intencionalmente enganador. Veremos.
sinais reveladores
A respeito da crise e dos auxílios financeiros e de toda esta bosta para alemão ver, o jornal i decide representar a Irlanda com uma cerveja Guiness (um bocado primário, redutor, preconceituoso até) e, para estabelecer um fraco paralelo, representa Portugal com uma cerveja Sagres.
A "piadinha" é fraca, mas eu alinho: está na altura de cagar nesta gente. Precisamos dum novo país. Um que seja representado pela Super Bock. Precisamos dum Portugal Superior.
(stay tuned for more on this topic)











