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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
a crise como oportunidade
Para aqueles de vós que ainda andam a tentar perceber quais os limites da vossa zona de conforto, eis o guião da fita a que assistiremos num futuro próximo, sem tugir nem mugir, como é luso apanágio.
Começamos com a total subversão das regras democráticas na União Europeia, por imposição dos mercados que nunca nos foram apresentados.
Grupo de Frankfurt, o esquadrão de intervenção da Europa
Nada neste cenário é perturbador para a maioria dos democratas. Aliás, quem é capaz de imaginar qualquer tipo de problema que possa surgir quando a Alemanha decide subtrair soberania a Estados vizinhos? Não, tudo a bem da Europa dos mercados, nada contra a Europa dos mercados.
Ultrapassada a barreira democrática e traçado o plano de acção, falta conhecer os salvadores das Pátrias que nos pariram. Pesos-pesados capazes de combater a crise.
Goldman Sachs, o banco que nos quer bem
Quem melhor para nos tirar da crise que os indivíduos que melhor a conhecem, por lhe estarem na génese? Mas alguém vê um conflito de interesses aqui? Decerto que não, aliás, o currículo de cada um será incensado por forma a constituir um garante de credibilidade e estabilidade junto dos mercados.
Problema deles? Pois. Nós ainda temos tempo. Mas não muito. Enquanto os amigos do Gaspar vão lavrando caminho, vai ficando cada vez mais claro que não durarão muito no seu poleiro. A receita leva ao desastre, e todos o admitem mais cedo ou mais tarde. Chegando o desastre, os amigos do Gaspar serão apeados, haverá um discurso catastrofista, seguir-se-á uma coligação de Salvação Nacional em que participarão os ex-amigos-agora-apenas-vagamente-conhecidos do Gaspar mais os invertebrados do PS (o P é de partido e o S ficou na gaveta) e a parte mais sumarenta disto tudo é... QUEM SERÁ O ESCOLHIDO?
Procura-se um gajo do partido com maioria no Parlamento, indigitado sem ser eleito (que isso de eleições já não se usa), com currículo, de preferência na Goldman Sachs, que ponha um semblante pesaroso e se encarregue de levar toda a colheita e ainda deite sal na terra para que nada mais lá volte a crescer. E parece que há um que ficou subitamente disponível.
...
Camarada, amigo, palhaço deste circo que é a vida: se chegaste até aqui, parabéns, deves ter sido o único e provavelmente já estavas convencido. Mas enfim, com muita dranguilidade te relembro...
HÁ ALTERNATIVA!
Começamos com a total subversão das regras democráticas na União Europeia, por imposição dos mercados que nunca nos foram apresentados.
Grupo de Frankfurt, o esquadrão de intervenção da Europa
A antiga Ópera de Frankfurt – em tempos, a mais bela ruína do pós-guerra da Alemanha e agora a sua recriação mais impressionante – tornou-se um símbolo do renascimento europeu. Foi aí que, no mês passado, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy se reuniram com a elite burocrática da União Europeia, no que seria, noutros tempos, descrito como um golpe palaciano.
Fartaram-se de cimeiras da zona euro, com líderes vindos daqui e dali, para não chegarem a lado nenhum. Queriam formar um grupo mais pequeno, que exercesse o poder com firmeza, mas informalmente. Nessa noite, quando se reuniram para ouvir Claudio Abbado dirigir a Orquestra Mozart de Bolonha, nasceu um novo esquadrão de intervenção da UE.
(...) Quando Merkel falou, admitiu frustração em relação às cimeiras europeias e aos seus complexos mecanismos democráticos. "A capacidade de intervenção e de margem de manobra da UE revelou-se lenta e complicada", queixou-se. "Se queremos aproveitar a crise como uma oportunidade, temos de estar preparados para agir mais depressa e até de formas não convencionais." Sarkozy chegou atrasado, mas a tempo de participar no concerto da década.
Também presentes estavam o novo presidente do BCE, Mario Draghi, um italiano com pouca estima por Berlusconi. E Christine Lagarde, a nova presidente (francesa) do Fundo Monetário Internacional, que tem comandado as operações de recuperação de países em aflição e que não se coíbe de impor condições humilhantes (como fez com Berlusconi).
Estava José Manuel Durão Barroso, o cada vez mais aniquilador presidente da Comissão Europeia e o seu parceiro para as questões económicas Olli Rehn. O omnipresente Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo e chefe do grupo das 17 nações da zona euro, apareceu com Herman Van Rompuy, eleito presidente da UE por não ter opiniões sobre nada.
(...) A democracia é vista com desconfiança – até mesmo aversão – pelo Grupo de Frankfurt, tal como pelos mercados. Os pontos de vista pessoais de Juncker sobre os irritantes eleitores ficaram famosos, desde que expressou o problema da governação da seguinte forma: "Todos sabemos o que fazer, mas não sabemos como ser re-eleitos depois de o termos feito”.
Estamos agora a ver uma solução para o problema de Juncker: nomeiam-se vários dirigentes que, logo à partida, não foram eleitos e que não vão andar à procura de votos para nenhuma re-eleição – e põem-nos a fazer o que se pretendia.
Nada neste cenário é perturbador para a maioria dos democratas. Aliás, quem é capaz de imaginar qualquer tipo de problema que possa surgir quando a Alemanha decide subtrair soberania a Estados vizinhos? Não, tudo a bem da Europa dos mercados, nada contra a Europa dos mercados.
Ultrapassada a barreira democrática e traçado o plano de acção, falta conhecer os salvadores das Pátrias que nos pariram. Pesos-pesados capazes de combater a crise.
Goldman Sachs, o banco que nos quer bem
(...) Os seus críticos acusam esta rede de influências europeia tecida pelo banco norte-americano Goldman Sachs (GS) de funcionar como uma loja maçónica. Em graus diferentes, o novo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, o presidente designado do Conselho italiano, Mario Monti, e o novo primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, são figuras totémicas das malhas apertadas dessa rede.
(...) O primeiro foi vice-presidente do Goldman Sachs International para a Europa, entre 2002 e 2005. Era o "associado" que tinha a seu cargo o departamento de "empresas e países soberanos", o mesmo que, pouco antes da sua chegada, tinha ajudado a Grécia a camuflar as suas contas, graças ao produto financeiro "swap" sobre a dívida soberana.
O segundo foi conselheiro internacional do Goldman Sachs, de 2005 até à sua nomeação para a chefia do Governo italiano. De acordo com o banco, a sua missão era dar pareceres "sobre os assuntos europeus e os grandes dossiês de políticas públicas mundiais". Mario Monti foi um homem que "abriu portas", um homem cuja tarefa consistia em penetrar no centro do poder europeu para defender os interesses do GS.
O terceiro, Lucas Papademos, foi governador do Banco Central grego entre 1994 e 2002. Nessas funções, desempenhou um papel não esclarecido na operação de camuflagem das contas públicas levada a cabo com a ajuda do Goldman Sachs. Além disso, o responsável pela gestão da dívida grega é Petros Christodoulos, antigo corretor do banco norte-americano em Londres.
Quem melhor para nos tirar da crise que os indivíduos que melhor a conhecem, por lhe estarem na génese? Mas alguém vê um conflito de interesses aqui? Decerto que não, aliás, o currículo de cada um será incensado por forma a constituir um garante de credibilidade e estabilidade junto dos mercados.
Problema deles? Pois. Nós ainda temos tempo. Mas não muito. Enquanto os amigos do Gaspar vão lavrando caminho, vai ficando cada vez mais claro que não durarão muito no seu poleiro. A receita leva ao desastre, e todos o admitem mais cedo ou mais tarde. Chegando o desastre, os amigos do Gaspar serão apeados, haverá um discurso catastrofista, seguir-se-á uma coligação de Salvação Nacional em que participarão os ex-amigos-agora-apenas-vagamente-conhecidos do Gaspar mais os invertebrados do PS (o P é de partido e o S ficou na gaveta) e a parte mais sumarenta disto tudo é... QUEM SERÁ O ESCOLHIDO?
Procura-se um gajo do partido com maioria no Parlamento, indigitado sem ser eleito (que isso de eleições já não se usa), com currículo, de preferência na Goldman Sachs, que ponha um semblante pesaroso e se encarregue de levar toda a colheita e ainda deite sal na terra para que nada mais lá volte a crescer. E parece que há um que ficou subitamente disponível.
...
Camarada, amigo, palhaço deste circo que é a vida: se chegaste até aqui, parabéns, deves ter sido o único e provavelmente já estavas convencido. Mas enfim, com muita dranguilidade te relembro...
HÁ ALTERNATIVA!
terça-feira, 15 de novembro de 2011
chamam-lhe a única democracia no médio oriente
Palestinian 'freedom riders' board settlers' bus
Israeli police have detained six Palestinians dubbed West Bank Freedom Riders who boarded a Jerusalem-bound bus used by Jewish settlers.
The activists say they drew inspiration from 1960s US civil rights demonstrators who campaigned under the same name against segregated buses.
Palestinians from the West Bank are not allowed to cross into Jerusalem without Israeli permission.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
o Simões está de volta
Arremesso de anões poderá voltar ao estado da Florida
A prática de arremesso de anões foi popular no estado americano da Florida até 1989, ano em que passou a ser proibida. Mas um político republicano quer agora reverter essa decisão e trazer de volta um espectáculo que consiste em pegar em anões e arremessá-los contra uma superfície que lhes ampare a queda.
terça-feira, 21 de junho de 2011
democracia entretanto
PSP impede jornalistas de fotografar e filmar no passeio do Tribunal de Pequena Instância de Lisboa
Absolvidos os dois activistas do movimento Democracia Já detidos no Rossio
Isto tudo no bom caminho... Não se passa nada...
Dois agentes da PSP comunicaram aos jornalistas que se encontram a cobrir a sentença que não podem tirar fotografias nem filmar no passeio público junto ao tribunal, no Campus da Justiça, justificando que se são ordens do comandante da 2.ª Divisão, subcomissário Pratas.
Contudo, nas duas últimas sessões não houve restrições no local, tendo mesmo sido permitida uma pequena manifestação dos activistas do movimento.
Absolvidos os dois activistas do movimento Democracia Já detidos no Rossio
Ricardo Salta foi absolvido do crime de resistência e coação sobre funcionário (agentes da PSP) e Tiago Castelhado de injúrias agravadas.
No caso deste arguido, o tribunal disse ter ficado com dúvidas, face às versões contraditórias apresentadas em julgamento, tendo determinado a sua absolvição.
O julgamento sofreu um volte-face quando uma magistrada, ouvida em tribunal na qualidade de testemunha, arrasou a actuação policial, revelando, entre outros factos, ter sido ela própria agredida por um dos polícias, que lhe apertou o pescoço.
Isto tudo no bom caminho... Não se passa nada...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
monumentais
Já assisti a desfiles em Coimbra, já vi em que estado fica a cidade durante a Queima e a Latada.
Tenho alguma dificuldade em compreender quem agora denuncia o "vandalismo" nas Monumentais.
Aviso à navegação: aquilo é um mural em espaço público, não danifica o suporte (sai com água, basicamente) e acima de tudo não é a primeira vez, nem sequer a segunda.
Vou tentar encontrar umas fotos de escadarias pintadas em Leiria, com o velho símbolo do PS, só para testar as reacções...
Tenho alguma dificuldade em compreender quem agora denuncia o "vandalismo" nas Monumentais.
Aviso à navegação: aquilo é um mural em espaço público, não danifica o suporte (sai com água, basicamente) e acima de tudo não é a primeira vez, nem sequer a segunda.
Vou tentar encontrar umas fotos de escadarias pintadas em Leiria, com o velho símbolo do PS, só para testar as reacções...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
a visão do bloco central
Blocos operatórios de quatro hospitais de Lisboa "obrigados" a fechar para refeições
Durante muito tempo fomos ouvindo falar da racionalização de custos, da bondade da gestão profissional da saúde (e no ensino encontra-se muita coisa deste género), mas francamente nunca uma pessoa formada em Gestão vai perceber NADA daquilo que é chamada a gerir.
Nesta terra só se formam chefes. Não há líderes, há chefes. Pessoas que mandam. Não sabem fazer, então mandam. O resultado está à vista.
Hoje temos uma carga fiscal selvagem, pagamos em dobro por serviços consagrados na Constituição como gratuitos ou tendencialmente gratuitos, e continuam a dizer-nos que o futuro passa por cortar mais e mais e mais. Entretanto ainda nenhum destes gestores foi coberto de alcatrão e penas. Aliás, a maior parte destas tristes figuras resultam da colonização do Estado pelo bóis.
Dia 5 de Junho, não se esqueçam de votar em mais 4 anos disto...
(...) Segundo os sindicalistas, há vários anos que os médicos anestesistas cumprem horários desfasados para garantir o funcionamento integral dos blocos operatórios de forma ininterrupta entre as 08h00 e as 20h00.
Assim, enquanto alguns profissionais entravam às 08h00 para serem substituídos às 15h00, outros trabalhavam entre as 14h00 e as 20h00, em jornada contínua.
“Os gestores descobriram que seria necessário que este sistema não se efectuasse em ‘jornada contínua’ e seria imperioso cumprir interrupções de pelo menos uma hora para as refeições”, refere a nota.
Durante muito tempo fomos ouvindo falar da racionalização de custos, da bondade da gestão profissional da saúde (e no ensino encontra-se muita coisa deste género), mas francamente nunca uma pessoa formada em Gestão vai perceber NADA daquilo que é chamada a gerir.
Nesta terra só se formam chefes. Não há líderes, há chefes. Pessoas que mandam. Não sabem fazer, então mandam. O resultado está à vista.
Hoje temos uma carga fiscal selvagem, pagamos em dobro por serviços consagrados na Constituição como gratuitos ou tendencialmente gratuitos, e continuam a dizer-nos que o futuro passa por cortar mais e mais e mais. Entretanto ainda nenhum destes gestores foi coberto de alcatrão e penas. Aliás, a maior parte destas tristes figuras resultam da colonização do Estado pelo bóis.
Dia 5 de Junho, não se esqueçam de votar em mais 4 anos disto...
sexta-feira, 13 de maio de 2011
escumalha da terra
Proposed Portuguese copyright law will make CC licenses illegal?
Só esta súcia de inimputáveis conseguiria proibir a renúncia a compensação!
Portugal's Socialist Party have vowed to table a new copyright law that is apparently designed to make Creative Commons licenses illegal. It's being lobbied for by the Portuguese Society of Artists, who are said to support authors' rights unless they choose to exercise those rights by using CC licenses. It's not clear whether the bill inadvertently or deliberately sabotages CC licenses, but as drafted, it's certainly bad news for any creator in Portugal who wants to allow her works to be shared.
Só esta súcia de inimputáveis conseguiria proibir a renúncia a compensação!
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
com dedicatória
... a todos os que alinharam na culpabilização dos funcionários públicos e acharam bem merecidos os cortes em salários congelados há uma década (salvo aquele fugaz aumento pré-eleitoral):
Governo corta indemnizações de 30 para 20 dias
Salários podem cair por causa das novas regras das indemnizações
Esta é dedicada a quem reelegeu o Sócrates, que faz estas merdas, e o Cavaco, que lhe dá cobertura.
Esta é dedicada a todos os acéfalos que embarcam na conversa de que a culpa é sempre de quem trabalha, e não de quem dirige as empresas - a esses não faltará nunca um puto carrão e um salário 40 vezes superior ao dos empregados.
Esta é dedicada a esses acéfalos que cavam a sua própria sepultura alegremente, até se acabar a mama porca: vão ficar sem reforma. Pelas suas opções e em dobro, porque os descontos que fizeram deixarão de contar, e porque malta como eu vai trabalhar para fora e não vai ficar aqui a sustentar quem nos arruinou a vida.
A solidariedade é muito bonita mas certas coisas são imperdoáveis. Se a minha geração tiver um mínimo de auto-respeito, salta do barco e deixa-o afundar. Eu, pelo menos, estou farto de ser prejudicado por um bando de imbecis que vota com os pés, tem a memória dum peixe-dourado e a espinha duma lesma.
Fodei-vos! E o Cavaco não é o meu presidente.
Governo corta indemnizações de 30 para 20 dias
Salários podem cair por causa das novas regras das indemnizações
Esta é dedicada a quem reelegeu o Sócrates, que faz estas merdas, e o Cavaco, que lhe dá cobertura.
Esta é dedicada a todos os acéfalos que embarcam na conversa de que a culpa é sempre de quem trabalha, e não de quem dirige as empresas - a esses não faltará nunca um puto carrão e um salário 40 vezes superior ao dos empregados.
Esta é dedicada a esses acéfalos que cavam a sua própria sepultura alegremente, até se acabar a mama porca: vão ficar sem reforma. Pelas suas opções e em dobro, porque os descontos que fizeram deixarão de contar, e porque malta como eu vai trabalhar para fora e não vai ficar aqui a sustentar quem nos arruinou a vida.
A solidariedade é muito bonita mas certas coisas são imperdoáveis. Se a minha geração tiver um mínimo de auto-respeito, salta do barco e deixa-o afundar. Eu, pelo menos, estou farto de ser prejudicado por um bando de imbecis que vota com os pés, tem a memória dum peixe-dourado e a espinha duma lesma.
Fodei-vos! E o Cavaco não é o meu presidente.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
leitura para o dia de reflexão
Lição tunisina, por Gian Paolo Accardo
(...) [O]s jovens são, hoje, minoritários – apenas um europeu em cada cinco tem menos de 20 anos – e estão longe da massa crítica necessária para conseguirem fazer pender para o seu lado a escolha política.
Os líderes europeus parecem estar muito conscientes da situação, e a sua atitude perante os jovens que se manifesta, entre outras coisas, pelos cortes sistemáticos nos orçamentos da educação e da investigação, testemunha a importância que lhes atribuem. Mas se há uma lição, entre tantas outras, que podemos tirar da “Revolução do Jasmim”, é que à força de tanto se oprimir a juventude, um dia, mais cedo ou mais tarde, ela rebenta-nos na cara.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
e por falar em tunísia
Lendo relatos como estes, com barricadas de populares nas ruas, polícia política a atacar a população, exército aliado à população, ditador corrido do país... lembra-me algo... algo que foi deixado a meio...
Que 2011 seja o ano da gente consequente, a começar para os bravos cartagenos.
domingo, 16 de janeiro de 2011
nivelar por baixo
Cavaco: "injustiça" nos cortes salariais porque "milhares" do privado ficaram de fora
Para quem ainda não percebeu, Cavaco vive num mundo em que todos devem ser pobres e beneficiários de caridade de cariz religioso. Excepto os cromos da sua confiança, claro, e falar nisso aqui é chover no molhado...
Cavaco Silva esclareceu hoje que admitiu que possa ter havido "alguma injustiça" nos cortes salariais na função pública porque "largos milhares de portugueses" do setor privado ficaram de fora dessa tributação.
Para quem ainda não percebeu, Cavaco vive num mundo em que todos devem ser pobres e beneficiários de caridade de cariz religioso. Excepto os cromos da sua confiança, claro, e falar nisso aqui é chover no molhado...
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
mais um prego no caixão
Preços dos atestados médicos especiais e juntas médicas vão disparar
Conhecendo o vício nativo de que o que não está legislado não existe, fica claro que agora é preciso pagar para ser deficiente.
Os novos preços dos serviços das Autoridades de Saúde Pública foram publicados em Diário da República. Muitos serviços tinham um valor simbólico. Agora passam a custar dezenas ou centenas de euros.
Até agora as juntas médicas especiais ou atestados passados por uma Autoridade de Saúde Pública custavam menos de um euro. Mais precisamente, 90 cêntimos.
Os novos preços chegam aos 20 euros, caso dos atestados médicos, e aos 50 euros nas juntas médicas.
Estas juntas servem por exemplo para atestar uma incapacidade ou deficiência. Servem sobretudo para obter isenções ou beneficios fiscais, mas também para ter apoios no pagamento da renda ou outros beneficios como o dístico de estacionamento para deficientes.
Conhecendo o vício nativo de que o que não está legislado não existe, fica claro que agora é preciso pagar para ser deficiente.
crianças de aviário
Supressão do Desporto Escolar pode levar cada aluno a ganhar quatro quilos num ano
Esta chamada de atenção nem é tanto pela estimativa dos quatro quilos. Cada um faça as contas que quiser, mas eu não me esqueço que a ministra da Saúde já sugeriu à malta que aposte na sopinha com couve do quintal, que o carganhol vai escassear (ela não referiu a escassez de carganhol, mas a mensagem subjacente é óbvia - deslize freudiano?).
Esta chamada de atenção é para todos aqueles que praticaram desporto escolar (ou federado nas camadas jovens, como boa parte dos autores desta tasca) e que são hoje capazes de reflectir na importância que isto teve no seu desenvolvimento enquanto pessoas e na contribuição que isso deu aos seus valores, ao seu espírito de sacrifício e capacidade de entreajuda. O desporto escolar serve para muito mais que controlar a obesidade (gritar "menos bolachas!" também resulta) e encará-lo como tal já é redutor. Mas acabar com o desporto escolar sob a desculpa de contenção de custos é completamente inaceitável.
Este é o género de austeritarismo que nos vai afundar, bem fundo, e que devemos denunciar como um ataque perverso à essência duma sociedade como aquela em que crescemos e que fez de nós quem somos, apesar de todas as suas falhas. É um modo de vida que está em jogo.
E agora mudando completamente de tópico, há eleições presidenciais dia 23 de Janeiro.
Esta chamada de atenção nem é tanto pela estimativa dos quatro quilos. Cada um faça as contas que quiser, mas eu não me esqueço que a ministra da Saúde já sugeriu à malta que aposte na sopinha com couve do quintal, que o carganhol vai escassear (ela não referiu a escassez de carganhol, mas a mensagem subjacente é óbvia - deslize freudiano?).
Esta chamada de atenção é para todos aqueles que praticaram desporto escolar (ou federado nas camadas jovens, como boa parte dos autores desta tasca) e que são hoje capazes de reflectir na importância que isto teve no seu desenvolvimento enquanto pessoas e na contribuição que isso deu aos seus valores, ao seu espírito de sacrifício e capacidade de entreajuda. O desporto escolar serve para muito mais que controlar a obesidade (gritar "menos bolachas!" também resulta) e encará-lo como tal já é redutor. Mas acabar com o desporto escolar sob a desculpa de contenção de custos é completamente inaceitável.
Este é o género de austeritarismo que nos vai afundar, bem fundo, e que devemos denunciar como um ataque perverso à essência duma sociedade como aquela em que crescemos e que fez de nós quem somos, apesar de todas as suas falhas. É um modo de vida que está em jogo.
E agora mudando completamente de tópico, há eleições presidenciais dia 23 de Janeiro.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
a histórica aliança polaco-nigeriana
Poland swears in Nigerian Godson as first black MP
O significado desta notícia é enorme, embora possa passar despercebido ao comum dos mortais. Por um lado, é mais uma barreira derrubada. Por outro, não é a primeira vez que um nigeriano tem sucesso na Polónia. E é aqui que separamos os homens dos meninos: quem se lembra de ver o Olisadebe jogar?
Aproveito para acrescentar que esta notícia me diz mais, como o dirá porventura a alguns amigos, pelo facto de o homem viver em Łódź, cidade agitada onde tenho bons amigos e da qual guardo belas memórias. E corre o boato que vou lá passar o meu próximo aniversário...
John Abraham Godson, a Polish citizen born and raised in Nigeria, has been sworn in as the first black member of Poland's parliament.
Mr Godson had served as a councillor in the city of Lodz before taking up a parliamentary seat, vacated by a party colleague after local elections.
O significado desta notícia é enorme, embora possa passar despercebido ao comum dos mortais. Por um lado, é mais uma barreira derrubada. Por outro, não é a primeira vez que um nigeriano tem sucesso na Polónia. E é aqui que separamos os homens dos meninos: quem se lembra de ver o Olisadebe jogar?
Aproveito para acrescentar que esta notícia me diz mais, como o dirá porventura a alguns amigos, pelo facto de o homem viver em Łódź, cidade agitada onde tenho bons amigos e da qual guardo belas memórias. E corre o boato que vou lá passar o meu próximo aniversário...
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
incendiários
Tennessee mosque fire 'was arson', investigators say
A fire that damaged construction equipment at the site of a Tennessee Islamic centre has been ruled arson.
Officials in Murfreesboro have offered a $20,000 (£13,000) reward for help finding the person they say doused a lorry in diesel and then ignited it.
Radical Islam is world's greatest threat - Tony Blair
Former UK Prime Minister Tony Blair has described radical Islam as the greatest threat facing the world today.
He made the remark in a BBC interview marking the publication of his memoirs.
Mr Blair said radical Islamists believed that whatever was done in the name of their cause was justified - including the use of chemical, biological or nuclear weapons.
Mr Blair, who led Britain into war in Afghanistan and Iraq, denied that his own policies had fuelled radicalism.
Impressionante como certas pessoas continuam em liberdade.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
ainda o vão acusar de ter bigode
Activistas gay acusam Quim Barreiros de ter canção "homofóbica"
Também eu acuso! Acuso os activistas! Isso é bué gay!
A sério, malta, não têm nada mais importante para fazer?
Activistas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgénero) acusam de “sexista”, “discriminatória” e “homofóbica” a nova música de Quim Barreiros, que dá pelo nome de “Casamento gay” e integra o seu novo trabalho discográfico “Deixai-Me Chutar”.
Se, até agora, apesar da jocosidade das suas canções e dos significados implícitos, nunca o autor de “A Cabritinha” ou “Bacalhau à Portuguesa” tinha chegado ao ponto de usar calão, tal regra não foi agora cumprida.
Se não vejamos: “ Os políticos aprovaram o casamento gay. Nem todos estão de acordo com a aprovação da lei. O Zezinho ‘paneleiro’ casou com o Manuel das ‘tricas’. E convidaram a família, os amigos e os ‘maricas’. Um casamento ‘panasca’ com muita animação”.
Também eu acuso! Acuso os activistas! Isso é bué gay!
A sério, malta, não têm nada mais importante para fazer?
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