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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
a crise como oportunidade
Para aqueles de vós que ainda andam a tentar perceber quais os limites da vossa zona de conforto, eis o guião da fita a que assistiremos num futuro próximo, sem tugir nem mugir, como é luso apanágio.
Começamos com a total subversão das regras democráticas na União Europeia, por imposição dos mercados que nunca nos foram apresentados.
Grupo de Frankfurt, o esquadrão de intervenção da Europa
Nada neste cenário é perturbador para a maioria dos democratas. Aliás, quem é capaz de imaginar qualquer tipo de problema que possa surgir quando a Alemanha decide subtrair soberania a Estados vizinhos? Não, tudo a bem da Europa dos mercados, nada contra a Europa dos mercados.
Ultrapassada a barreira democrática e traçado o plano de acção, falta conhecer os salvadores das Pátrias que nos pariram. Pesos-pesados capazes de combater a crise.
Goldman Sachs, o banco que nos quer bem
Quem melhor para nos tirar da crise que os indivíduos que melhor a conhecem, por lhe estarem na génese? Mas alguém vê um conflito de interesses aqui? Decerto que não, aliás, o currículo de cada um será incensado por forma a constituir um garante de credibilidade e estabilidade junto dos mercados.
Problema deles? Pois. Nós ainda temos tempo. Mas não muito. Enquanto os amigos do Gaspar vão lavrando caminho, vai ficando cada vez mais claro que não durarão muito no seu poleiro. A receita leva ao desastre, e todos o admitem mais cedo ou mais tarde. Chegando o desastre, os amigos do Gaspar serão apeados, haverá um discurso catastrofista, seguir-se-á uma coligação de Salvação Nacional em que participarão os ex-amigos-agora-apenas-vagamente-conhecidos do Gaspar mais os invertebrados do PS (o P é de partido e o S ficou na gaveta) e a parte mais sumarenta disto tudo é... QUEM SERÁ O ESCOLHIDO?
Procura-se um gajo do partido com maioria no Parlamento, indigitado sem ser eleito (que isso de eleições já não se usa), com currículo, de preferência na Goldman Sachs, que ponha um semblante pesaroso e se encarregue de levar toda a colheita e ainda deite sal na terra para que nada mais lá volte a crescer. E parece que há um que ficou subitamente disponível.
...
Camarada, amigo, palhaço deste circo que é a vida: se chegaste até aqui, parabéns, deves ter sido o único e provavelmente já estavas convencido. Mas enfim, com muita dranguilidade te relembro...
HÁ ALTERNATIVA!
Começamos com a total subversão das regras democráticas na União Europeia, por imposição dos mercados que nunca nos foram apresentados.
Grupo de Frankfurt, o esquadrão de intervenção da Europa
A antiga Ópera de Frankfurt – em tempos, a mais bela ruína do pós-guerra da Alemanha e agora a sua recriação mais impressionante – tornou-se um símbolo do renascimento europeu. Foi aí que, no mês passado, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy se reuniram com a elite burocrática da União Europeia, no que seria, noutros tempos, descrito como um golpe palaciano.
Fartaram-se de cimeiras da zona euro, com líderes vindos daqui e dali, para não chegarem a lado nenhum. Queriam formar um grupo mais pequeno, que exercesse o poder com firmeza, mas informalmente. Nessa noite, quando se reuniram para ouvir Claudio Abbado dirigir a Orquestra Mozart de Bolonha, nasceu um novo esquadrão de intervenção da UE.
(...) Quando Merkel falou, admitiu frustração em relação às cimeiras europeias e aos seus complexos mecanismos democráticos. "A capacidade de intervenção e de margem de manobra da UE revelou-se lenta e complicada", queixou-se. "Se queremos aproveitar a crise como uma oportunidade, temos de estar preparados para agir mais depressa e até de formas não convencionais." Sarkozy chegou atrasado, mas a tempo de participar no concerto da década.
Também presentes estavam o novo presidente do BCE, Mario Draghi, um italiano com pouca estima por Berlusconi. E Christine Lagarde, a nova presidente (francesa) do Fundo Monetário Internacional, que tem comandado as operações de recuperação de países em aflição e que não se coíbe de impor condições humilhantes (como fez com Berlusconi).
Estava José Manuel Durão Barroso, o cada vez mais aniquilador presidente da Comissão Europeia e o seu parceiro para as questões económicas Olli Rehn. O omnipresente Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo e chefe do grupo das 17 nações da zona euro, apareceu com Herman Van Rompuy, eleito presidente da UE por não ter opiniões sobre nada.
(...) A democracia é vista com desconfiança – até mesmo aversão – pelo Grupo de Frankfurt, tal como pelos mercados. Os pontos de vista pessoais de Juncker sobre os irritantes eleitores ficaram famosos, desde que expressou o problema da governação da seguinte forma: "Todos sabemos o que fazer, mas não sabemos como ser re-eleitos depois de o termos feito”.
Estamos agora a ver uma solução para o problema de Juncker: nomeiam-se vários dirigentes que, logo à partida, não foram eleitos e que não vão andar à procura de votos para nenhuma re-eleição – e põem-nos a fazer o que se pretendia.
Nada neste cenário é perturbador para a maioria dos democratas. Aliás, quem é capaz de imaginar qualquer tipo de problema que possa surgir quando a Alemanha decide subtrair soberania a Estados vizinhos? Não, tudo a bem da Europa dos mercados, nada contra a Europa dos mercados.
Ultrapassada a barreira democrática e traçado o plano de acção, falta conhecer os salvadores das Pátrias que nos pariram. Pesos-pesados capazes de combater a crise.
Goldman Sachs, o banco que nos quer bem
(...) Os seus críticos acusam esta rede de influências europeia tecida pelo banco norte-americano Goldman Sachs (GS) de funcionar como uma loja maçónica. Em graus diferentes, o novo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, o presidente designado do Conselho italiano, Mario Monti, e o novo primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, são figuras totémicas das malhas apertadas dessa rede.
(...) O primeiro foi vice-presidente do Goldman Sachs International para a Europa, entre 2002 e 2005. Era o "associado" que tinha a seu cargo o departamento de "empresas e países soberanos", o mesmo que, pouco antes da sua chegada, tinha ajudado a Grécia a camuflar as suas contas, graças ao produto financeiro "swap" sobre a dívida soberana.
O segundo foi conselheiro internacional do Goldman Sachs, de 2005 até à sua nomeação para a chefia do Governo italiano. De acordo com o banco, a sua missão era dar pareceres "sobre os assuntos europeus e os grandes dossiês de políticas públicas mundiais". Mario Monti foi um homem que "abriu portas", um homem cuja tarefa consistia em penetrar no centro do poder europeu para defender os interesses do GS.
O terceiro, Lucas Papademos, foi governador do Banco Central grego entre 1994 e 2002. Nessas funções, desempenhou um papel não esclarecido na operação de camuflagem das contas públicas levada a cabo com a ajuda do Goldman Sachs. Além disso, o responsável pela gestão da dívida grega é Petros Christodoulos, antigo corretor do banco norte-americano em Londres.
Quem melhor para nos tirar da crise que os indivíduos que melhor a conhecem, por lhe estarem na génese? Mas alguém vê um conflito de interesses aqui? Decerto que não, aliás, o currículo de cada um será incensado por forma a constituir um garante de credibilidade e estabilidade junto dos mercados.
Problema deles? Pois. Nós ainda temos tempo. Mas não muito. Enquanto os amigos do Gaspar vão lavrando caminho, vai ficando cada vez mais claro que não durarão muito no seu poleiro. A receita leva ao desastre, e todos o admitem mais cedo ou mais tarde. Chegando o desastre, os amigos do Gaspar serão apeados, haverá um discurso catastrofista, seguir-se-á uma coligação de Salvação Nacional em que participarão os ex-amigos-agora-apenas-vagamente-conhecidos do Gaspar mais os invertebrados do PS (o P é de partido e o S ficou na gaveta) e a parte mais sumarenta disto tudo é... QUEM SERÁ O ESCOLHIDO?
Procura-se um gajo do partido com maioria no Parlamento, indigitado sem ser eleito (que isso de eleições já não se usa), com currículo, de preferência na Goldman Sachs, que ponha um semblante pesaroso e se encarregue de levar toda a colheita e ainda deite sal na terra para que nada mais lá volte a crescer. E parece que há um que ficou subitamente disponível.
...
Camarada, amigo, palhaço deste circo que é a vida: se chegaste até aqui, parabéns, deves ter sido o único e provavelmente já estavas convencido. Mas enfim, com muita dranguilidade te relembro...
HÁ ALTERNATIVA!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
a recusa da aprendizagem
Vitalino Canas apoiará candidato à liderança que recuse ruptura com os governos de Sócrates
No PS simplesmente desistiram de pensar pela sua própria cabeça, e sentem-se ofendidos quando alguém discorda. O PS transformou-se no Benfica e o camarada Vitalino é o Sílvio Cervan da agremiação. Não se discute política e inclusivamente recusa-se tomar posição de acordo com os príncípios do partido, no caso de a iniciativa partir de outros. Transformaram isto num jogo imbecil e dizem que têm muita pena. A travessia do deserto vai ser penosa.
Entretanto, com o Bloco devolvido à sua condição habitual, vai caber ao PCP renovar a sua mensagem, que claramente ainda não consegue passar de forma convincente. Não basta galvanizar os já convencidos, é preciso chegar a maior audiência e comunicar convenientemente às pessoas o que está realmente em jogo.
Vêm aí uns tempos de merda, e vai ser interessante ouvir a malta a queixar-se depois de ter votado na sua própria desgraça. Ainda falta muita pedagogia por estas bandas. Mas enfim, há que erguer a cabeça e continuar a lutar. Agora não há desculpas.
O dirigente socialista Vitalino Canas afirmou hoje que apoiará o candidato à liderança do PS que recuse fazer um discurso de ruptura face à experiência governativa dos executivos de José Sócrates e que reúna a melhor equipa.
No PS simplesmente desistiram de pensar pela sua própria cabeça, e sentem-se ofendidos quando alguém discorda. O PS transformou-se no Benfica e o camarada Vitalino é o Sílvio Cervan da agremiação. Não se discute política e inclusivamente recusa-se tomar posição de acordo com os príncípios do partido, no caso de a iniciativa partir de outros. Transformaram isto num jogo imbecil e dizem que têm muita pena. A travessia do deserto vai ser penosa.
Entretanto, com o Bloco devolvido à sua condição habitual, vai caber ao PCP renovar a sua mensagem, que claramente ainda não consegue passar de forma convincente. Não basta galvanizar os já convencidos, é preciso chegar a maior audiência e comunicar convenientemente às pessoas o que está realmente em jogo.
Vêm aí uns tempos de merda, e vai ser interessante ouvir a malta a queixar-se depois de ter votado na sua própria desgraça. Ainda falta muita pedagogia por estas bandas. Mas enfim, há que erguer a cabeça e continuar a lutar. Agora não há desculpas.
segunda-feira, 14 de março de 2011
a propósito do simpático ajuntamento...
... gostaria de referenciar estas palavras do Pedro Penilo. Subscrevo integralmente, aliás, "gostava de ter escrito isto", parafraseando um deputado ao Parlamento Europeu.
Até me agradou ver umas caras conhecidas nas reportagens histéricas com que as estações televisivas nos brindaram, mas aproveito para esclarecer o seguinte: eu não acredito que esta "geração" tenha acordado. Acho que esta "geração" fala durante o sono.
Que o povo quer dinheiro para comprar um carro novo não é novidade para ninguém. Agora quero ver este povo "à rasca" a ser consequente, até porque a ideia de cada um trazer uma proposta numa folha A4 equivale a um mural do facebook impresso. Protestam contra a precariedade? Bonito. E quantas vezes mudaram de canal quando certos partidos e certos políticos (tão dispensáveis, na opinião da massa anónima) denunciavam essa mesma precariedade? E quantas vezes votaram e revotaram naqueles que fomentaram essa precariedade? E quantas vezes se demitiram desse dever com o preguiçoso pretexto "são todos iguais"?
Não quero com isto acusar todos os manifestantes e apoiantes do movimento de serem uns panhonhas, mas creio que só uma diminuta percentagem dos reais panhonhas venha a abrir os olhos e tomar uma atitude. É pena, mas é assim. Na nossa História, o povo nunca começou nada enquanto tal. Foi sempre preciso um pequeno grupo na vanguarda (do 1º de Dezembro ao 25 de Abril). A "geração à rasca" não é vanguarda de coisa nenhuma.
(...) As citações acima são excertos do manifesto que fundou o protesto da Geração à Rasca. Diz: “Nós, que até agora compactuámos…”. E prossegue: “…todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos…”. E endereça convites a todos os partidos, a toda a sociedade. A todos. Aos explorados e aos exploradores. Aos responsáveis pela política de espoliação dos trabalhadores de todas as gerações e aos que sempre contra ela lutaram. Não era uma manifestação de arrependidos (eleitores que tivessem votado no PS, no PSD ou no CDS). Não. Era um protesto dos que compactuaram, dos que são responsáveis: todos nós.
Ora, eu não compactuei. Não sou co-responsável pela situação. Eu e muitos milhares de amigos companheiros e camaradas que lutamos todos os dias para mudar a situação. Não se ouve falar disto, porque a comunicação social não trata com o mesma atenção esta outra face da luta quotidiana. Não revela milhares de outros rostos, tão espontâneos como dignos de interesse. Com intenção, ou por erro que não se quis corrigir nunca, este movimento não nos quis incluir. (...)
Até me agradou ver umas caras conhecidas nas reportagens histéricas com que as estações televisivas nos brindaram, mas aproveito para esclarecer o seguinte: eu não acredito que esta "geração" tenha acordado. Acho que esta "geração" fala durante o sono.
Que o povo quer dinheiro para comprar um carro novo não é novidade para ninguém. Agora quero ver este povo "à rasca" a ser consequente, até porque a ideia de cada um trazer uma proposta numa folha A4 equivale a um mural do facebook impresso. Protestam contra a precariedade? Bonito. E quantas vezes mudaram de canal quando certos partidos e certos políticos (tão dispensáveis, na opinião da massa anónima) denunciavam essa mesma precariedade? E quantas vezes votaram e revotaram naqueles que fomentaram essa precariedade? E quantas vezes se demitiram desse dever com o preguiçoso pretexto "são todos iguais"?
Não quero com isto acusar todos os manifestantes e apoiantes do movimento de serem uns panhonhas, mas creio que só uma diminuta percentagem dos reais panhonhas venha a abrir os olhos e tomar uma atitude. É pena, mas é assim. Na nossa História, o povo nunca começou nada enquanto tal. Foi sempre preciso um pequeno grupo na vanguarda (do 1º de Dezembro ao 25 de Abril). A "geração à rasca" não é vanguarda de coisa nenhuma.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
à atenção da CGTP-IN
Flash Mobs Bound For Germany's Highest Court
Flash mobs with a purpose are the newest form of political protest. Now one of Germany's biggest unions is using them to fight labor disputes, asking members to desert loaded shopping carts in supermarket aisles. Businesses want flash mobs outlawed and are taking the case to Germany's highest court.
They started off with pillow fights, water pistols and beach parties. But now German flash mobs are getting serious. The impromptu meetings of large groups of people usually organized online or via mobile phone, are now being used by a labor union as a tool in a dispute over wages and hours. As a result, the question of whether they are legal or not may soon become a case for Germany's highest court.
(...) This flash mob came just two days after Germany's Federal Labor Court decided that flash mobs were a legitimate form of industrial action. The court had been addressing the issue of another flash mob organized by the Verdi union that took place in late 2007.
The court's judgment: "A union-organized action like this, undertaken in the course of industrial action, is not illegal." The court said such an action could be justified as part of a labor dispute and that employers could defend themselves against it by utilizing their proprietorial rights or by closing the business for a short time. A flash mob cannot be seen as "blockade of business," the court said.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
números que dizem alguma coisa
No ano lectivo de 2005/2006, a taxa média de abandono escolar no Ensino Superior foi de 11,35 por cento nas universidades públicas portuguesas.
Mandar estes números cá para fora é bonito, explicá-los também não deve ser muito difícil (embora exija método), já fazer algo para os alterar vai ser o cabo dos trabalhos...
Mandar estes números cá para fora é bonito, explicá-los também não deve ser muito difícil (embora exija método), já fazer algo para os alterar vai ser o cabo dos trabalhos...
quarta-feira, 23 de julho de 2008
há engenheiros e engenheiros
Há algumas dezenas de cientistas a trabalhar nos laboratórios do Estado como técnicos superiores, o que implica um salário inferior ao dos seus colegas investigadores, apesar de desempenharem as mesmas funções.
Se eu tirar uma licenciatura de 3 anos, fico com as valências dum técnico superior. Tenho algumas bases de conhecimento, consigo operar uma série de equipamentos, compreendo o seu funcionamento e sei resolver problemas técnicos. É de assumir que um gajo que tira um doutoramento está num patamar largamente superior. Tem mais mérito académico, logo é uma pessoa muito mais qualificada para trabalhar em investigação - algo que não se pede a um técnico para fazer!
Mas o mesmo Governo que nos emprenha pelos ouvidos com planos tecnológicos e maior qualificação da população, caga uma poia bem gorda em quem suou as estopinhas para se doutorar e foi trabalhar para o Estado, onde se presume que tente fazer evoluir este país.
Como dizia o outro, mais depressa chego a primeiro-ministro do que a engenheiro.
Se eu tirar uma licenciatura de 3 anos, fico com as valências dum técnico superior. Tenho algumas bases de conhecimento, consigo operar uma série de equipamentos, compreendo o seu funcionamento e sei resolver problemas técnicos. É de assumir que um gajo que tira um doutoramento está num patamar largamente superior. Tem mais mérito académico, logo é uma pessoa muito mais qualificada para trabalhar em investigação - algo que não se pede a um técnico para fazer!
Mas o mesmo Governo que nos emprenha pelos ouvidos com planos tecnológicos e maior qualificação da população, caga uma poia bem gorda em quem suou as estopinhas para se doutorar e foi trabalhar para o Estado, onde se presume que tente fazer evoluir este país.
Como dizia o outro, mais depressa chego a primeiro-ministro do que a engenheiro.
sábado, 21 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
pedagogia revolucionária
Thousands of local government workers in Nepal have gone on strike after a Maoist minister locked up an "errant official" in a toilet.
Já li isto várias vezes e ainda não consegui perceber qual é a parte mais absurda do episódio...
Já li isto várias vezes e ainda não consegui perceber qual é a parte mais absurda do episódio...
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
paralisar, agora e sempre
Fiz duas longas viagens entre ontem e hoje, sempre por estradas nacionais. Vi muitos camiões parados, e piquetes e tudo o mais. Oiço e leio muitos apelos à calma e rugidos contra as ilegalidades praticadas e a impunidade dos praticantes. Já morreram duas pessoas por atropelamento, um camionista português e um camionista espanhol. A crise dos transportes pode parar o país, a começar pela distribuição de combustíveis e produtos alimentares.
Desta é a doer. O mal-estar difuso começa a ganhar forma. O aumento animalesco do preço dos combustíveis gera sempre problemas muito graves, porque toda a gente é afectada. Todos os sectores vêm a sua actividade em risco, e o tecido económico degrada-se gravemente. Dói a todos mais que o costume. Até na Birmânia foi preciso um aumento de 500% para arrancar uma forte contestação à junta militar com devida atenção mediática.
Temo que isto não vá diminuir de intensidade. Essencialmente por culpa dum sistema financeiro de merda que brinca com os preços de bens essenciais, controlado por magnatas de merda e acarinhado por lacaios políticos de merda. Espero que isto cause um valente abalo. Pessoalmente, estou farto que me seja sugado dinheiro para enriquecer filhos da puta que já têm nota que chegue.
A luta vem atrasada, mas é a solução. Drástica.
Desta é a doer. O mal-estar difuso começa a ganhar forma. O aumento animalesco do preço dos combustíveis gera sempre problemas muito graves, porque toda a gente é afectada. Todos os sectores vêm a sua actividade em risco, e o tecido económico degrada-se gravemente. Dói a todos mais que o costume. Até na Birmânia foi preciso um aumento de 500% para arrancar uma forte contestação à junta militar com devida atenção mediática.
Temo que isto não vá diminuir de intensidade. Essencialmente por culpa dum sistema financeiro de merda que brinca com os preços de bens essenciais, controlado por magnatas de merda e acarinhado por lacaios políticos de merda. Espero que isto cause um valente abalo. Pessoalmente, estou farto que me seja sugado dinheiro para enriquecer filhos da puta que já têm nota que chegue.
A luta vem atrasada, mas é a solução. Drástica.
sábado, 17 de maio de 2008
boicote ao combustível
Subject: BOICOTE a GALP e BP
Bom dia a todos,
Devido ao consecutivo aumento dos preços dos combustíveis que nos
afecta a todos, seria bom todos os Portugueses manifestarem a sua
indignação.
Para isso será necessário a colaboração de todos nós, na próxima
semana de dia 19 de Maio de 2008 a 23 de Maio de 2008 irá haver um
boicote ás gasolineiras da GALP e da BP (pois são estas empresas as
que mais impulsionam e fomentam os consecutivos aumentos nos preços
dos combustíveis).
Se durante uma semana deixarmos de abastecer os nosso carros nestes
duas gasolineiras, iremos causar um prejuízo avultado e desta forma os
preços necessariamente terão de baixar (ideia lançada pelo Presidente
da Automóvel Club de Portugal - ACP no jornal da noite do dia 14 de
Maio de 2008).
Este tipo de boicotes já foram aplicados em outros países e tiveram
resultados bem positivos...
Passa este e-mail para a tua lista de e-mail, pois só desta forma o
boicote á GALP e á BP terá sucesso.
Cumprimentos,
De um Português indignado
Bom dia a todos,
Devido ao consecutivo aumento dos preços dos combustíveis que nos
afecta a todos, seria bom todos os Portugueses manifestarem a sua
indignação.
Para isso será necessário a colaboração de todos nós, na próxima
semana de dia 19 de Maio de 2008 a 23 de Maio de 2008 irá haver um
boicote ás gasolineiras da GALP e da BP (pois são estas empresas as
que mais impulsionam e fomentam os consecutivos aumentos nos preços
dos combustíveis).
Se durante uma semana deixarmos de abastecer os nosso carros nestes
duas gasolineiras, iremos causar um prejuízo avultado e desta forma os
preços necessariamente terão de baixar (ideia lançada pelo Presidente
da Automóvel Club de Portugal - ACP no jornal da noite do dia 14 de
Maio de 2008).
Este tipo de boicotes já foram aplicados em outros países e tiveram
resultados bem positivos...
Passa este e-mail para a tua lista de e-mail, pois só desta forma o
boicote á GALP e á BP terá sucesso.
Cumprimentos,
De um Português indignado
segunda-feira, 17 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
tiros no pé e gente aos tiros
Depois daquela massacre do Prós e Contras da semana passada, e dum avolumar de críticas vindas do PS, o Secretário de Estado conseguiu atacar um Ministro inadvertidamente, e pelo meio, os docentes do Ensino Superior juntam-se ao coro de protestos. Palavra, não gostava de ser Valter Lemos, nem agora nem nunca.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
o Joãozinho ganhou 15 euros...
... mas perdeu 40 euros, portanto fodeu-se!
Jerónimo de Sousa acusa Sócrates de «mistificar» postos de trabalho criados
«Na altura em que era deputado, era o próprio José Sócrates que apontava o dedo acusador, dizendo que este número era uma tragédia», disse.
Jerónimo de Sousa reagiu à «gabarolice dos 150 mil postos de trabalho», acusando o primeiro-ministro de esconder os 400 mil postos de trabalho perdidos desde que foi eleito.
Jerónimo de Sousa acusa Sócrates de «mistificar» postos de trabalho criados
«Na altura em que era deputado, era o próprio José Sócrates que apontava o dedo acusador, dizendo que este número era uma tragédia», disse.
Jerónimo de Sousa reagiu à «gabarolice dos 150 mil postos de trabalho», acusando o primeiro-ministro de esconder os 400 mil postos de trabalho perdidos desde que foi eleito.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
zeros com substância
O Zero de Conduta tem uma série de postas excelentes, que abordam temas desde uma festa de Natal para marroquinos à beira da repatriação, passando por José Miguel Júdice a chamar gordo a Marinho Pinto, patronato a pedir novas e originais razões cansaço (físico ou psicológico) para despedimentos com justa causa... Um fartote.
Mas a melhor de todas é a estória duma crítica literária do Expresso que se diz censurada. Dóris, querida, Vasco Pulido Valente faz melhor, mais curto, mais ácido e com mais classe. E é um bruto.
Mas a melhor de todas é a estória duma crítica literária do Expresso que se diz censurada. Dóris, querida, Vasco Pulido Valente faz melhor, mais curto, mais ácido e com mais classe. E é um bruto.
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