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quinta-feira, 30 de maio de 2013

breve regresso à blogosfera

Para mitigar o abandono a que votei esta minha (nossa) caixa de sabão, permito-me voltar a blogar um pouco a respeito de um assunto que vai marcando certas e determinadas agendas.

Entretanto, aproveito para anunciar que aderi ao microblogging, aceitando o desafio de mandar posta de pescada a toda a vitesse em 140 caracteres. É giro e tal, mas há dias em que as diatribes pedem algo mais elaborado.

Até já.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

leitura MUITO recomendada

Em política não há decisões inevitáveis
por Tiago Mota Saraiva, convidado no Delito de Opinião

(...) Quanto mais tempo deixarmos que a acção política se resuma a uma gestão de inevitabilidades, mais estaremos a contribuir para que o país se afunde. Para se perceber o estado em que ficará o país com um futuro governo PS/PSD/CDS não é preciso ir muito longe. Basta olhar para o estado da Grécia ou da Irlanda, em que as políticas têm sido muito semelhantes. Não é difícil de prever que, com a tríade do costume, dentro de um ano, estaremos a renegociar a dívida e o resgate e serão anunciados mais cortes e impostos. (...)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

como o ps defende portugal em technical engrish

Memorando da Troika – Em Português

Carta do Governo para a Troika – Em Português

Depois do representante de vendas da JP Sá Couto ter vindo a terreiro dar boas notícias (inacreditável, numa altura destas), começou uma barragem de fogo destinada a reduzir a pré-campanha a um nível capaz de duplicar a abstenção.

Entretanto, no Aventar decidiram fazer serviço público e traduzir os documentos que realmente constituem o programa de governo da claque do representante de vendas da JP Sá Couto.

No Adeus Lenine é feita uma pequena comparação entre estes documentos em technical engrish e o programa que a claque do representante de vendas da JP Sá Couto apresenta aos eleitores.

Depois não digam que não sabiam. Aliás, eu vou andar a distribuir murros na cabeça a quem me disser que não sabia. Até nas Novas Oportunidades é preciso saber ler.

sábado, 9 de abril de 2011

sou OMOfóbico, que é como quem diz, não suporto branqueamentos

Então agora somos todos culpados?

Já percebi que o som monocórdico dos comentadores do costume (ou da situação?) afina agora pelo diapasão de que na situação em que estamos não há discutir culpas e que, um pouco mais ou menos, todos somos culpados pela situação a que o país chegou.

Aqui, é preciso dizer: alto e pára o baile.

Que esses comentadores entre si se considerem culpados por ter embarcado todos estes anos no elogio acrítico das políticas que conduziram a esta situação, até aceito. Mas não é essa a ideia.

A ideia é considerar que a situação de crise a que o país chegou não resulta de opções e políticas concretas e deliberadas dos Governos PS, PSD e CDS, apoiadas pelos detentores do poder económico e pelo coro dos comentadores do costume, mas terá resultado de algum fenómeno natural imprevisível e inexplicável.

E sendo assim, não há que discutir culpas e todos nós portugueses, pelo simples facto de que aqui nascemos e aqui temos vivido, somos culpados das malfeitorias do PS, do PSD e do CDS e temos de arcar estoicamente e sem queixumes com as suas consequências.

Sucedem-se portanto os apelos à mais ampla unidade nacional e a um apoio incondicional ao Governo que há-de vir que, sabe-se de ciência certa, terá de continuar na senda dos anteriores.

Aqui, repito, alto e pára o baile.

Então aqueles que (...) têm contestado estas políticas e estas opções, e têm alertado sistematicamente para as suas consequências, também são culpados pelas consequências das políticas que sempre combateram?

Então aqueles que (...) foram insultados de tudo por se oporem ao rumo insensato desta, sublinho desta, integração europeia, também são culpados pela situação a que esse rumo nos conduziu?

Então aqueles que (...) foram chamados de anti-europeus e de coisas bem piores por alertarem para as consequências previsíveis da entrada no Euro de uma economia debilitada como a nossa, também são culpados pelos resultados a que essa entrada conduziu?

Então aqueles que (...) têm sido silenciados, tratados com desdém e até hostilizados por se oporem coerentemente a estas políticas que os comentadores do costume sempre incensaram, também são culpados pelas suas consequências.

É verdade que há culpados. Os governantes do PS, do PSD e do CDS são seguramente culpados, na exacta medida das suas responsabilidades governativas. Os comentadores de fazem profissão de apoiar acriticamente as políticas que têm desgovernado o país, também têm a sua quota de responsabilidade. E os eleitores que, ainda que enganados por cantos de sereia e embalados pela banda canora dos comentadores do costume, têm contribuído para manter PS, PSD e CDS invariavelmente no poder, também têm, objectivamente, a sua parte de responsabilidade. Mas quem sempre se opôs a essas políticas, também é responsável pelas consequências das políticas que sempre combateu?

O que agora se pretende com a teoria de que todos somos culpados é mais uma vez silenciar o facto de que esta política teve e tem opositores e tudo fazer para que, agora que em 5 de Junho se aproxima mais um momento da verdade, mais uma vez a culpa morra solteira.

O que me diverte mais é imaginar as caras daqueles de vós que só vão discordar deste texto quando perceberem confirmarem o que (...) está a substituir nesta citação.

à atenção dos que ainda não o conhecem

Os portugueses conhecem-no por Pedro Correia

Prometeu pôr o País a crescer 3% ao ano e deixa o País em recessão. Prometeu criar 150 mil postos de trabalho e deixa o País com o maior índice de desempregados de que há registo. Prometeu baixar os impostos e deixa o País com a maior carga fiscal de sempre. Prometeu estancar o défice das contas públicas, que era de 5,9% em 2005, e deixa o País com um défice de 8,6%. Prometeu o comboio de alta velocidade e deixa o País com menos quilómetros de linha férrea. Prometeu aumentar o poder de compra dos portugueses e acaba o mandato a cortar salários, deixando o País mais pobre.

No sétimo ano de governação, já com o fim do seu mandato como primeiro-ministro à vista, o secretário-geral do PS falou esta noite no congresso do partido mostrando-se incapaz de reconhecer um erro, incapaz de pedir desculpa aos eleitores e aos militantes socialistas pelas promessas que não cumpriu, incapaz de mostrar abertura ao diálogo com outras forças políticas que lhe permitam estabelecer acordos de governo.

Igual a si próprio, afinal. Hoje só ilude aqueles que o não conhecem, aqueles que confundem retórica de palanque com acção política. O problema dele é este mesmo: os portugueses conhecem-no.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ignorance is bliss

Equivalência por Vital Moreira

Os reitores das niversidades anunciaram que os antigos licenciados pré-Bolonha, com cursos de 4/5 anos, vão poder obter o grau de mestre de forma expedita.
Assim sendo, vão também os antigos mestres poder obter o grau de doutoramento de forma igualmente expedita? E os antigos doutores, vão poder adquirir que grau?!

Mais um que se dá com pessoas detentoras de elevado grau académico, mas desconhece todo o conceito de um plano de estudos. Ou a actual definição de mestrado, versão Bolonha. Ou lógica elementar.

Nota: apresento as minhas desculpas ao josé afonso por lhe conspurcar o ecrã com diatribes do avô cantigas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

da fiabilidade informativa do ciberespaço

Recentemente fiz aqui referência a uma suposta notícia que, a meu ver, era material perfeito para o Inimigo. O amigo Amílcar Tavares fez questão de alertar para a falsidade da peça, o que muito agradeço. Confesso que não me incomoda nada a confusão. Ficava muito mais chateado se tivesse publicado isto num jornal, como aparentemente muitos fizeram.

Mas há um problema. Reposta a verdade, foi-se o cómico da coisa, e eu sou obrigado a restabelecer um certo nível de comicidade neste espaço. Obrigado, Mica.

Felizmente, tenho sempre o Correio da Manhã:

Afinal Elvis morreu de prisão de ventre
As teorias em torno das causas da morte de Elvis Presley têm sido muitas, mas até agora nada se aproximou da ideia convicta do médico que cuidou da estrela durante 12 anos. Segundo George Nichopoulos, o cantor de ‘Love Me Tender’ morreu não devido ao abuso de drogas mas sim por causa de uma prisão de ventre.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

blogosfera e legislativas

A meu ver, entre pseudo-escutas, têgêvês, aljubarrotices, insultos e campanhas escuras, mouras guedes, públicos e afins, mais todos os comentários e análises daí decorrentes, creio que os únicos contributos sérios da blogosfera para o debate que precede estas eleições foram este e este.

domingo, 8 de março de 2009

refinado na sua simplicidade

"Manuel Alegre está para o PS como Passos Coelho para o PSD. A diferença é que Alegre escreve livros que ninguém lê e Passos lê livros que ninguém escreve."

Pedro Picoito, n'O Cachimbo de Magritte