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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ia meter aqui o gif animado mas mudei de ideias a meio


Microsoft Office com novos corretores ortográficos

Os utilizadores das versões 2007 e 2010 dos populares pacotes de aplicações de produtividade já podem rever os seus textos à luz do novo Acordo Ortográfico.

PS: "de produtividade" indeed...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

eram fodas que pareciam tiros de canhão

Noisy sex woman admits Asbo breach
A woman who was given an anti-social behaviour order banning her from making loud noises during sex has admitted breaching the order.

Caroline and Steve Cartwright's love-making was described as "murder" and "unnatural" at Newcastle Crown Court.

(...) At an earlier hearing, next door neighbour Rachel O'Connor told the court she was frequently late for work because she overslept having been awake most of the night because of the noise.

She said: "The noise sounds like they are both in considerable pain. I cannot describe the noise. I have never ever heard anything like it."

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

a vingança serve-se com requinte

Pastor violado com cenoura
Um pastor de 56 anos terá sido agredido, despido, violado e abandonado por um casal em Vila Velha de Ródão. Segundo o Correio do Manhã, a investigação da Polícia Judiciária chegou ontem ao tribunal de Castelo Branco

Esta fica à consideração dos meus inimigos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sem reflexão

Ainda não acabou de dar a notícia na RTP, mas tenho que comentar imediatamente: as distritais de Lisboa, Porto e Algarve do PSD apoiam a proto-candidatura de Alberto João Jardim à liderança do partido, enquanto que Santana Lopes continua a cogitar se fará o mesmo ou não. Prenúncios de apocalipse, do fim da Democracia (e logo assim tão perto do 25 de Abril), ou simplesmente de senilidade política daquele que é (foi?) o maior partido da oposição?

sábado, 19 de janeiro de 2008

Coincidências

Serviço de Infecciologia do Hospital de Curry Cabral.
18 de Janeiro de 2008

A horas demasiado obscenas para serem aqui ditas, e com um bico de pato asfixiante a proteger as vias respiratórias de possíveis microorganismos esvoaçantes, o meu colega Pedro e eu arrastámos os pés até à professora assistente:
- Vão colher a história do senhor da cama 17, que é interessante.
O senhor da cama 17 - chamemos-lhe Alexandre, nome falso que permite criar alguma empatia pela pessoa e manter simultaneamente a sua privacidade - estava num quarto isolado. Um calor avassalador atingiu-nos a cara qual onda de choque assim que abrimos a porta. Ele sorriu quando viu o nosso ar de lagosta em vias de cozedura, e falou-nos com sotaque brasileiro:
- Desculpa o calor, doutor. Mas eu gosto de ter o ar condicionado bem quentinho, que nem minha casa no Brasil.
Apresentámo-nos, perguntámos-lhe se não se importava de contar a sua história a dois estudantes de medicina, e abrimos as hostilidades: nome, idade, profissão, naturalidade, motivo de vinda ao hospital, caracterização dos sintomas, doenças anteriores, e todo esse interminável questionário a que a inexperiência nos obriga.
Enquanto eu examinava o Alexandre, o Pedro perguntou-lhe:
- Então, o senhor veio para Portugal porquê? Já conhecia aqui alguém, ou veio à aventura?
Ele hesitou. Estava nessa altura a medir-lhe a pulsação, e apercebi-me de um ligeiro aumento na sua frequência cardíaca. Depois, com um sorriso ligeiro que só atingia a cara do nariz para baixo (deixando os olhos inertes, fixos com um brilho baço de nostalgia), contou-nos:
- Eu na verdade fui para a Inglaterra primeiro, faz 3 anos. Tinha lá um amigo meu vivendo que me recebeu. Aí, um mês depois que eu cheguei lá, ele foi morto.
Senti um "clic" no cérebro. Parei de examinar os pontos herniários do abdómen e olhei para ele. Perguntei:
- Foi morto... pela polícia?
- Sim - respondeu ele -, foi a Polícia que matou ele no metro, pouco depois daquele atentado com bomba. A família depois foi indeminizada, mas passou muito mal. Aliás, ainda estão passando mal... Bom, eu depois não tinha mais com quem ficar, não pude arranjar emprego, meu visto passou de tempo e eu não tinha dinheiro para comprar bilhete de volta para o Brasil, então eu vim para Portugal.

http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk/4713753.stm

Há coisas que não lembram ao diabo...
A história era de facto interessante. Mas não tanto pelo lado clínico.

(Já agora, a título de curiosidade, ele teve uma pericardite infecciosa aguda.)